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CVM: crise é efeito de processo de perda de disciplina

A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, afirmou há pouco que os prejuízos com derivativos anunciados por algumas empresas refletem um processo de perda de disciplina por parte dos participantes do mercado de capitais. Cenários muito benignos da economia que duram algum tempo vão afrouxando os alertas de todos os participantes do mercado, disse, referindo-se ao ambiente anterior à crise, que era de estabilidade e crescimento econômico mundial.

Agência Estado |

Maria Helena também admitiu que esses episódios podem estar relacionados a uma crise de informação. Entretanto, ressaltou que a autarquia já determinava, por meio de uma instrução de 1995 a apresentação em nota explicativa, nos balanços, da exposição das companhias a instrumentos financeiros. A presidente da CVM ressaltou que situações semelhantes, de problemas de informação, foram vistas em todo o mundo, em diferentes esferas. "E também aconteceu na gestão de risco de companhias muito importantes e bem organizadas", afirmou. "Isso é uma discussão para todos os aspectos da governança, dos controles internos, de risco e da prestação de contas, do que propriamente só da transparência."

Apesar de a temporada de balanços do terceiro trimestre ainda não ter sido encerrada, Maria Helena acredita que o pior já passou. "Tudo indica que os casos (de perdas com operações alavancadas em derivativos) são esses que já foram divulgados. A minha impressão é de que não se deve esperar nada de muito relevante que não tenha vindo a público, até porque as pessoas que eventualmente omitiram esse tipo de informação correm o risco de serem responsabilizadas pessoalmente", disse.

Maria Helena admitiu que, desde a divulgação da primeira perda cambial, uma crise de confiança se instalou no mercado brasileiro, com a expectativa de que as perdas poderiam ser maiores e de que os prejuízos ainda não haviam sido apresentados. Mas ela ressaltou a importância das companhias terem vindo a público demonstrar suas perdas ou, em outros casos, comunicar ao mercado que não possuíam operações arriscadas com o câmbio.

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