Em sua minuta de instrução anunciada hoje, que pode se transformar em nova norma em substituição à Instrução 202/93, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ofereceu os detalhes de como uma empresa ou emissor pode angariar para si o status de emissor com grande exposição ao mercado. Para obter tal status é preciso que a empresa tenha ações negociadas em Bolsa há pelo menos três anos; tenha cumprido obrigações periódicas de mercado nos últimos três anos e atendido às solicitações recebidas da CVM; e possua valor de mercado de ações em circulação igual ou superior a R$ 5 bilhões.

De acordo com a superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM, Luciana Pires Dias, esse status vai permitir uma agilidade maior nas emissões da empresa. Atualmente, há um prazo em torno de um mês a um mês e meio para que todo processo de emissão seja concluído. Entretanto, caso essa empresa ou emissor seja classificado como esse status, o processo de emissão pode ser finalizado em cinco dias úteis.

Para a superintendente de Relações com Empresas da CVM, Elizabeth Mercado, esse status é destinado a grandes empresas, com histórico consolidado na Bolsa. Segundo Luciana, em pesquisa feita em outubro de 2007, em torno de 30 empresas no mercado se encaixavam nesse perfil, naquela época. "Mas creio que hoje deve ser bem menor (o número de emissores que poderiam angariar esse status)", afirmou.

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