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CUT vai insistir na redução de imposto para empresas

Com a suspensão das negociações entre Força Sindical e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) avalia que há agora oportunidade para que as centrais possam se unir em torno de uma agenda positiva de combate aos efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira. A CUT já defendia uma redução temporária de impostos, por três ou quatro meses, para as empresas mais afetadas pela queda da demanda e pela restrição do crédito.

Agência Estado |

Como contrapartida, as empresas beneficiadas teriam de manter o emprego dos trabalhadores.

"Reduzir a jornada e os salários seria dar um tiro no pé. Ninguém vai sair dessa crise com uma proposta que diminui o poder de compra dos trabalhadores", disse o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva. Ele respondeu ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que disse ontem que o acordo com os trabalhadores seria fechado "com ou sem a CUT". "As declarações de Skaf foram infelizes. Com ou sem a Fiesp, vamos continuar defendendo o emprego e a renda", afirmou.

Na segunda-feira, a CUT vai reunir suas representações estaduais e algumas das categorias mais importantes para discutir como a crise está afetando cada setor e propor soluções para minimizar os impactos no emprego. Vão participar representantes de sindicatos de metalúrgicos, bancários, petroleiros, trabalhadores na área química, energia e construção civil.

Dentro da CUT, a ideia de um acordo guarda-chuva, como propunha a Força, sempre foi malvista. Sindicalistas acham que esse tipo de acordo enfraquece o poder de negociação de todos os sindicatos, inclusive nos setores em que os efeitos da crise foram pouco sentidos. Na CUT, a avaliação é de que a Força quis se adiantar nas negociações e acabou entrando de cabeça na agenda dos empresários e da Fiesp, abrindo mão da garantia dos empregos, uma das principais bandeiras dos trabalhadores.

Hoje, a Força Sindical suspendeu as negociações com a Fiesp, que caminhavam na direção da suspensão temporária dos contratos de trabalho e da redução da jornada associada à diminuição de salários. As outras quatro centrais - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT) - acompanharam a decisão e pretendem pedir aos governos federal e estaduais a redução da taxa básica de juros e de impostos como IPI e ICMS.

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