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CUT quer garantia de emprego em empresas socorridas

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) quer que o governo exija a manutenção ou a criação de empregos nas empresas que forem beneficiadas pelas medidas de ampliação da liquidez do sistema financeiro e nos bancos que fizerem fusões ou aquisições. O objetivo é proteger os trabalhadores dos efeitos que a crise possa ter no País.

Agência Estado |

Essa é uma das 16 propostas elaboradas pela Executiva Nacional da CUT, em reunião realizada hoje, em que foram discutidas medidas para o enfrentamento da turbulência do sistema financeiro internacional.

A reivindicação está diretamente relacionada ao temor de que a fusão dos bancos Itaú e Unibanco, anunciada na segunda-feira, cause demissões em massa. Além disso, tem o objetivo de preservar empregos nas áreas definidas como prioritárias pelo governo - entre elas, construção civil, siderurgia e metalurgia. "O enfrentamento da crise passa, necessariamente, pela valorização e pela garantia dos empregos dos trabalhadores", disse o presidente nacional da central, Artur Henrique. "Nossa intenção é estabelecer, claramente, por lei, medida provisória ou algum outro mecanismo, o compromisso de manutenção dos empregos nesses casos", acrescentou.

A entidade elaborou um documento com o conteúdo das propostas e pediu uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da área econômica para discuti-lo. Na área de crédito, a CUT pede a criação de mecanismos, tais como multas, taxas ou punições administrativas aos bancos, caso a liberação de recursos feita pela administração federal nas últimas semanas não chegue à economia real.

Outras exigências são a regulamentação, por MP ou projeto de lei, de regra obrigando que as verbas públicas usadas pelas empresas em dificuldade sejam devolvidas à União em prazos e parcelas previamente estabelecidos, e a limitação dos rendimentos dos executivos dessas companhias que forem socorridas pelo Estado. "Acho que aquilo que o presidente Lula diz nos discursos, de que não vai dar dinheiro para bancos e empresas em dificuldade, não pode ficar apenas nas boas intenções. Isso tem de estar escrito e regulamentado, por lei ou medida provisória, obrigando os beneficiados a devolver o dinheiro ao Estado."

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