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Sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) fizeram uma manifestação hoje, no centro de Curitiba, para pedir o fim das demissões que têm ocorrido em decorrência da crise econômico-financeira mundial. Setores empresariais estão, de forma atabalhoada e apressadamente, demitindo os trabalhadores preventivamente para se ajustar à crise, criticou o vice-presidente da entidade no Paraná, Miguel Baez.

"Isso antecipa a crise, pois, ao invés de pensar em medidas alternativas, eles simplesmente demitem os trabalhadores."

Para ele, uma das formas de superar o momento difícil é a instalação de câmaras setoriais reunindo representantes do empresariado, do governo e dos trabalhadores para debater e implementar medidas políticas e econômicas que permitam a distribuição de renda. "Também estamos propondo que o governo faça investimentos e que as empresas que receberem algum tipo de subsídio governamental sejam punidas se realizarem demissões injustificadas", salientou. Segundo Baez, a reivindicação histórica dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho fica "mais difícil" de se discutir no momento de crise.

No entanto, o dirigente destacou que a CUT se recusa a aceitar qualquer proposta que traga a redução salarial como uma das alternativas. "Nós não queremos nem debater essa questão", afirmou. "Não é justo que os trabalhadores que vivem precariamente de seu salário tenham que ser penalizados ou com o desemprego ou com a redução de salários num momento de crise."

ABC paulista

No ABC paulista, cerca de 200 metalúrgicos realizaram hoje pela manhã uma manifestação na Rodovia Anchieta e nos arredores da empresa Volkswagen, na região de São Bernardo do Campo. A manifestação interditou a rodovia, no sentido litoral, às 9 horas, permanecendo por cerca de 15 minutos.