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CUT critica falta de ousadia do governo antes de reunião com Lula

BRASÍLIA - Pouco antes da reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique Silva, criticou o governo pela falta de ousadia nas ações contra o desemprego, e atacou o ministro da Fazenda, Guido Mantega: Ele só conversa com os empresários. E os trabalhadores?, questionou. O presidente Lula convidou todas as centrais sindicais para discutir soluções que mantenham o emprego e renda nesses tempos de crise mundial.

Valor Online |

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que a demissão recorde de 655 mil trabalhadores em dezembro "é mais um argumento forte" para o Banco Central corta a taxa básica de juros Selic "em dois pontos percentuais" na reunião desta quarta-feira. A Selic está em 13,75% ao ano.

Segundo Paulinho, "é preciso medidas concretas", como a redução do juro para o consumidor final e o aumento do valor das parcelas do seguro-desemprego para minizar os efeitos da crise no país. Mas ele informou que não abandonou a discussão com a Fiesp em torno de flexibilização de jornada e redução de salário, suspensa semana passada. "Retomaremos na próxima segunda-feira", afirmou o sindicalista e deputado Paulinho.

Apesar de ambos falarem em "unidade pelo bem do trabalhador" nas propostas que apresentarão nesta segunda a Lula, o presidente da CUT não poupou críticas ao encaminhamento das conversas entre a Força e a Fiesp. "Há setores oportunistas, como de energia elétrica, cimento e aço, que não tem nenhum problema de caixa e acusaram altos lucros em 2008, com discursos de que a única saída para a crise é demitir", disse Artur Henrique.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, explicou que cada central tem uma visão sobre o que fazer para enfrentar a crise sem demissões. "Mas as propostas são bem parecidas", destacou.

A UGT, que representa 526 sindicatos das áreas de comércio e serviços, propõe a dispensa de licitação para obras públicas de infra-estrutura em 2009. "Em tempos de crise, não podemos ficar na mão da burocracia", disse ele, acrescentando que como critério de emergência o governo deveria adotar o pregão eletrônico. "Isso garante transparência e evita ataques daqueles que querem pôr fogo no Brasil", afirmou Patah, referindo-se à oposição politica do governo.

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