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SÃO PAULO - Os Sindicatos da Coordenação Única dos Trabalhadores da Companhia Vale (CUT Vale) informaram nesta terça-feira (23), em nota, que aceitam discutir uma redução na jornada de trabalho dos trabalhadores da mineradora Vale. Mas exigem, em contrapartida, a revogação de todas as demissões ocorridas desde 1º de novembro.

Segundo nota da Cutvale, uma proposta nesta linha foi encaminhada ontem ao presidente da Vale, Roger Agnelli, ao presidente do Conselho de Administração da companhia, Sérgio Ricardo Silva Rosa, para a diretora de Recursos Humanos, Carla Grasso, e ao diretor de Relações Trabalhista e Clima Organizacional, Roberto Rui Lima de Figueiredo.

No documento, a coordenação propõe discutir soluções que "poderiam amenizar a crise que está ocorrendo na Vale". "Este momento requer da direção da empresa, bem como dos representantes dos trabalhadores, reflexão e atitudes construtivas, objetivando a superação deste momento sem insegurança, que resulta apenas em desconfiança e insatisfação da força produtiva da Vale", informa a nota.

Segundo o diretor da Cutvale, Jorge Luiz Campos, há a expectativa de que representantes do sindicatos se reúnam com a empresa em janeiro. Até o momento a Vale anunciou 1,3 mil demissões de trabalhadores. Mas a Cutvale alega que já são 3 mil funcionários diretos que foram desligados, mais cerca de 6 mil trabalhadores terceirizados.

"Sabemos que é complicado rever demissões, mas vamos insistir nisso, além de pedir à empresa que suspenda sua política de demissões que vem continuando, para dar mais tranqüilidade aos funcionários contratados hoje", disse Campos.

A assessoria de imprensa da Vale confirmou que o número de demitidos é de 1,3 mil trabalhadores. A empresa não comentou a carta dos sindicatos.

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