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Custo de vida sobe 0,87% em julho em São Paulo

SÃO PAULO - O custo de vida no município de São Paulo subiu 0,87% no mês de julho. O resultado representa decréscimo de 0,1% em relação à alta registrada em junho, que foi de 0,97%. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Alimentação (alta de 1,47%) e habitação (1,49%) foram os grupos que apresentaram as maiores variações. Nos grupos equipamento doméstico e vestuário, houve retração de 0,4% e 0,39%, respectivamente.

Agência Brasil |


A análise do Dieese revela que os alimentos continuaram como o principal fator de alta da inflação, com contribuição de 0,42% para a taxa geral do custo de vida. Apesar da variação elevada deste mês, o ritmo dos reajuste no grupo diminuiu. Em junho, a alta da alimentação foi de 2,88%.

De acordo com o Dieese, para conter a alta da inflação, "é necessário, em primeiro lugar, que o consumidor não perca a noção de valor e, em segundo, que reaja às remarcações. Para tanto, deve pesquisar os preços, buscando adquirir os produtos nos locais que apresentam as melhores ofertas, dado que existe muita discrepância de valor para um mesmo bem."

A entidade alerta que as diferenças entre o menor e o maior preço dos alimentos, como a carne, por exemplo, podem chegar a taxas superiores a 100%. No preço do acém, foi detectada variação de 130,6%, no lagarto, de 115,1%, e no músculo, de 103,3%.

O aumento da energia elétrica foi o segundo em impacto na elevação do custo de vida. Sozinho, o aumento da energia contribuiu com 0,24% no cálculo do índice. Caso o preço da energia não tivesse sido reajustado, a inflação do custo de vida de julho seria de 0,63%, e não de 0,87%.

Nos últimos 12 meses ¿ entre agosto de 2007 e julho de 2008 ¿ o custo de vida na cidade de São Paulo acumulou alta de 7,05%. Nos primeiros sete meses de 2008 ¿ entre janeiro e julho - a inflação foi de 4,51%.

Os aumentos nos últimos 12 meses deram-se de maneira heterogênea entre os grupos que compõem o custo de vida do Dieese. As maiores altas foram verificadas nos grupos alimentação (16,81%), despesas pessoais (6,85%) e habitação (6,30%). As menores variações foram detectadas nos grupos: equipamento doméstico (-1,84%), vestuário (-0,39%) e transporte (1,27%).

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