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Habitação e saúde foram os principais responsáveis pela elevação dos preços no mês

A inflação medida pelo Índice do Custo de Vida (ICV) na cidade de São Paulo encerrou o mês de julho com alta de 0,14%, segundo dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os principais aumentos foram verificados nos grupos Habitação (0,85%) e Saúde (1,03%).

Na outra ponta da tabela, aparecem os grupos Alimentação (- 0,77%), Vestuário (-0,62%) e Equipamento Doméstico (- 0,49%).

Segundo o Dieese, a alta na Habitação foi resultado dos reajustes nos subgrupos locação, impostos e condomínio (1,76%) e conservação do domicílio (2,08%). “No grupo Saúde, foi verificado aumento no subgrupo referente à assistência médica (1,25%) resultado, principalmente, do reajuste no item seguro e convênio médico (1,33%) que, sozinho, contribuiu com 0,12 ponto percentual para a inflação de julho”, completou o departamento.

Responsável pela maior variação negativa do ICV de julho, o grupo Alimentação teve queda em todos os subgrupos, com destaque para produtos in natura e semielaborados, que recuaram 1,47% no mês. Indústria alimentícia (-0,34%) e alimentação fora do domicílio (- 0,03%) também recuaram.

“Os recuos nos grupos Vestuário (-0,62%) e Equipamento Doméstico (-0,49%) foram gerais, sendo mais acentuados nas roupas (-0,79%) e nos eletrodomésticos (-0,62%)”, disse o Dieese.

Estrato de renda

Segundo o levantamento, a inflação de julho em São Paulo foi maior para as pessoas com maior poder aquisitivo, com alta de 0,21%. Para as famílias com renda intermediária, a elevação foi de 0,05%, enquanto, para as de menor poder aquisitivo houve deflação de 0,01%.

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