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Custo de vida do paulistano sobe 0,87% em julho, mostra Dieese

SÃO PAULO - O custo de vida dos paulistanos voltou a subir no mês de julho, a uma taxa de 0,87%, mas em ritmo mais moderado do que o do mês anterior, quando a evolução havia sido de 0,97%. Os preços nos grupos Alimentação e Habitação, este último pressionado por energia, continuaram justificando o aumento do Índice de Custo de Vida (ICV) medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No acumulado dos 12 meses encerrados em julho o indicador aponta alta de 7,05%. Nos primeiros sete meses deste ano houve aumento de 4,51%.

Valor Online |

Apesar da alta de julho, a evolução de preços de alimentos diminuiu o ritmo em relação a junho. Legumes, carnes e grãos estiveram mais uma vez no topo das pressões do mês, que prosseguiu mais pesado para o bolso dos mais pobres, com renda média de R$ 377,49.

Os itens de alimentação tiveram em julho alta de 1,47%, praticamente a metade do aumento de 2,88% apurado um mês antes. Dentro desse grupo, o comportamento dos produtos in natura e semi-elaborados foram os mais expressivos, com elevação de 2,06% após o avanço de 4,99% verificado em junho.

Só o preço dos legumes saltou 7,13% no mês passado, seguido da alta de 4,12% das carnes, sendo a bovina subiu 4,19%. No subgrupo de grãos, o feijão ficou 7,69% mais caro, mas o arroz caiu 0,13%. A baixa mais significativa no mês partiu das Hortaliças (6,97%).

Os itens industrializados, que haviam subido 1,28%, ritmo que foi amenizado para 0,68% de alta no mês passado, com destaque para o aumento de 2,72% no leite longa vida.

No grupo Habitação, onde as despesas subiram 1,49%, a maior fonte de pressão foi anotada em gastos com energia, que ficaram 8,63% maiores. Só esse quesito contribuiu com 0,24 ponto percentual de toda a variação do IVC. Sem ele, portanto, o indicador teria subido apenas 0,63%.

Já a alta de 0,34% registrada pelo grupo Transportes foi pressionada principalmente pelo reajuste de 6,36% na passagem de ônibus interestaduais.

As retrações do índice foram discretas e se concentraram nos grupos Vestuário (-0,39%), com retração nos preços do vestuário, e em Equipamentos Domésticos (-0,40%), com móveis e eletrodomésticos mais baratos.

Na análise por estrato de renda, o custo de vida dos paulistanos com renda média de R$ 377,49 subiu 1,22%, portanto acima do ICV geral. Essa discrepância é explicada pelo forte peso que os preços dos alimentos têm no orçamento para esse grupo.

Entre os consumidores com renda média mensal de R$ 934,17 a taxa também foi maior, de 0,95% no mês. Já para o grupo que ganha em média R$ 2.792,90, o custo de vida ficou 0,73% maior, mas ficou abaixo do ICV total.

Considerando que o aumento do custo de vida foi mais suave em relação a junho devido ao comportamento dos alimentos, também foi a classe de renda mais baixa que sentiu essa desaceleração com mais força. Para esse grupo a inflação de junho havia sido de 1,48%, seguida de alta de 1,21% na classe intermediária. Já para o grupo de melhor poder aquisitivo, pouca coisa mudou no período, já que em junho o custo de vida havia subido 0,72%.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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