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Custo de plano é incerto, diz Paulson

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, voltou a defender ontem a ação do governo em assumir e recapitalizar as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, mas disse também que o custo final do socorro aos contribuintes ainda não pode ser determinado. Segundo Paulson, o governo não tinha escolha.

Agência Estado |

"Isso não é algo que eu queria fazer, isso não é algo com que você fica feliz, mas não vou fazer críticas agora porque isso era necessário", disse Paulson em entrevista à rede de TV CNBC. "(O socorro) era muito melhor do que a próxima melhor alternativa", acrescentou.

No programa Early Show, da rede CBS, Paulson disse que Fannie e Freddie eram grandes demais e tão entrelaçadas nos mercados financeiros dos EUA e global que uma falência de qualquer uma "provocaria um grande caos no sistema econômico" e prejudicaria a habilidade do americano médio em obter empréstimos hipotecários.

Os contribuintes serão protegidos pelo novo plano, disse Paulson, porque prevê que o Tesouro será ressarcido como um credor das duas agências antes que qualquer coisa possa ser recuperada pelos acionistas. "Essa é a forma como deve ser."

Contudo, Paulson disse que não foi feita uma análise específica do custo da operação de socorro para o governo - e, no final das contas, aos contribuintes americanos.

Em entrevista à TV Bloomberg, Paulson afirmou que se o mercado de moradia se estabilizar dentro de alguns meses, não deverá haver qualquer custo para os contribuintes. Apenas quando se tornar claro o momento e a extensão da estabilização é que se poderá fazer esse cálculo.

A tomada do controle pelo Departamento do Tesouro, anunciado no domingo, é uma ação temporária que vai "inspirar confiança" no mercado doméstico e no exterior e suaviza uma "grave preocupação" sobre o mercado e suas perspectivas para correção, acrescentou Paulson. Contudo, ele disse que exposição da maioria dos bancos à Fannie e à Freddie é baixa e não serão fortemente atingidas pelo impacto da estatização das companhias.

Para o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, a intervenção do governo dos EUA nas maiores agências hipotecárias do país "ajudará a sustentar os mercados". Ele chamou o plano anunciado por Paulson de uma "ação decisiva para remediar a difícil situação financeira da Fannie Mae e da Freddie Mac". "Essas instituições são centrais nos mercados de hipotecas e da habitação nos Estados Unidos."

Para o megainvestidor Warren Buffet, a ajuda do governo é "um grande, grande passo". "É o melhor acordo, o mais sensível disponível agora", afirmou Buffet, acrescentando que, embora possa custar alguns recursos ao governo, o plano custará menos do que qualquer outra coisa.

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