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Cúpula foi surpresa boa, dizem analistas

A promessa de maior liberalização dos mercados foi uma das surpresas da reunião do G-20 deste fim de semana. Na avaliação de especialistas - muitos dos quais se mostravam céticos em relação à possibilidade do encontro apontar caminhos para conter os efeitos da crise -, os resultados da cúpula de líderes mundiais foram além do esperado.

Agência Estado |

Segundo o economista e professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo, o compromisso de redução das barreiras comerciais mostrou a disposição dos países do G-20 em tratar não somente as medidas diretamente ligadas à crise, mas também as questões que interferem na economia real. "A rejeição ao protecionismo foi muito bem colocada", avalia Belluzzo.

"Como há uma grande divisão de interesses e pontos de vista entre os países participantes, o simples fato de eles tocarem nessa questão foi positivo", diz o professor. Ele acredita, porém, que a retomada de Doha ainda demorará a trazer resultados para os países. "Ela vai continuar lenta, não deve ser concluída no próximo ano."

Para o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Sérgio Gomes de Almeida, o documento final da cúpula foi "surpreendentemente forte." A preocupação com a retomada de Doha, segundo ele, foi um dos pontos altos do texto. "Os principais países do mundo mostraram que não querem cair num protecionismo exacerbado, como em outras épocas de crise", afirmou.

De acordo com o economista, a reunião também mostrou a preocupação dos países em aperfeiçoar suas políticas fiscais para enfrentar a crise financeira mundial. "O papel da política monetária foi amenizado", diz Almeida.

Segundo ele, na maioria dos países, os esforços da política monetária para minimizar os efeitos da crise, como a redução das taxas de juros, chegaram ao limite. Com isso, a solução para estimular a economia estaria nas medidas fiscais. Esse, porém, não é o caso do Brasil. "Por aqui, a política monetária pode ser muito importante e necessária para ativar a economia."

A necessidade de maior regulação dos mercados também foi outro ponto convergente entre os países. "Agora, resta saber a natureza e a intensidade dessa regulamentação", observa Belluzzo.

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