Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Cúpula do G8 começa com dia dedicado à ajuda aos africanos

Os líderes das Oito Nações Mais Ricas do planeta iniciaram os trabalhos nesta segunda-feira em Tokayo, no Japão, discutindo com sete países africanos sobre questões focadas no desenvolvimento da África, onde a disparada dos preços do petróleo e da alimentação piora a situação dos mais pobres.

AFP |

Os chefes de Estado e de governo do G8 (Estados Unidos, Japão, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Canadá e Rússia) e os dos países africanos convidados (África do Sul, Argélia, Etiópia, Gana, Nigéria, Senegal, Tanzânia e União Africana) se encontraram para um almoço seguido de uma reunião de trabalho em um hotel de luxo isolado nas montanhas do norte do Japão.

O Zimbábue foi um temas mais evocados pelos participantes. O presidente americano, George W. Bush, denunciou uma eleição "manipulada".

No entanto, as discussões se concentraram principalmente sobre o desenvolvimento. Os países africanos esperam que o G8 confirme o compromisso assumido na cúpula de Gleneagles, na Escócia, de multiplicar por dois sua ajuda anual à África em 2010. Em 2004, essa ajuda era de 25 bilhões de dólares.

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, também presente em Tokayo, anunciou a intenção de sugerir aos países da União Européia (UE) a criação de um fundo de um bilhão de euros para apoiar o setor agrícola nos países em desenvolvimento.

Este fundo, financiado por excedentes orçamentários inutilizados da UE, "será dedicado a medidas para melhorar o acesso à produção agrícola, inclusive aos fertilizantes e aos grãos, sem dúvida através de créditos", explicou Barroso em entrevista coletiva.

Os países africanos e as Nações Unidas esperam que essas promessas de ajuda sejam cumpridas.

Segundo eles, menos de 25% dos 25 bilhões de dólares suplementares de ajuda prometidos em Gleneagles para 2010 foram efetivamente liberados.

"Os dirigentes africanos esperam que o G8 transforme suas promessas em atos. A credibilidade dos compromissos internacionais está em jogo", havia avisado na semana passada o presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping.

Também presentes em Tokayo, as ONG também pressionam os países do G8 a honrarem seus compromissos.

"Não podemos deixar que eles ignorem suas promessas", declarou o militante da confederação de organizações humanitárias Oxfam Max Lawson. Segundo ele, 25 bilhões de dólares "não representam nada para eles, enquanto que para os países africanos é uma questão de vida ou morte".

Além disso, o presidente Bush disse ter, durante a reunião com os dirigentes africanos, condenado a eleição presidencial no Zimbábue.

"Estou extremamennte decepcionado com a eleição, que qualifiquei de eleição manipulada", declarou Bush na presença do presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, que também é o atual presidente da UA.

Robert Mugabe, 84 anos e no poder desde 1980, foi eleito em 29 de junho para um sexto mandato na presidência do Zimbábue, após uma eleição na qual era o único candidato. Seu opositor Morgan Tsvangirai, vencedor do primeiro turno, tinha se retirado da disputa devido à violência exercida contra seus partidários.

Na terça-feira, começará a cúpula do G8 propriamente dita, com um dia dedicado aos problemas econômicos e políticos mundiais. No dia seguinte, o tema do aquecimento global será evocado com os dirigentes de outros sete países convidados, entre os quais a Índia e a China.

bur/yw

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG