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Cúpula do Apec discutirá crise econômica mundial e plano de ação do G20

A crise econômica e a ameaça de recessão serão os temas principais da cúpula dos dirigentes dos 21 países membros do Foro de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec) que se reunirão no Peru neste sábado e domingo, uma semana depois do anúncio de um plano de ação previsto pelo G20 em Washington.

AFP |

Durante a declaração assinada durante 20ª reunião ministerial do foro, realizada na quinta-feira, os países membros assumiram o compromisso de manter uma "posição firme" contra qualquer tentativa de protecionismo em reação à crise financeira mundial.

"Vamos manter uma posição firme contra qualquer sentimento protecionista que possa surgir da crise, e vamos insistir com o processo de reforma e de liberalização do comércio e do investimento", afirmaram os países da Apec em sua declaração.

Segundo o texto, os países do bloco Ásia-Pacífico também se comprometem a "desempenhar plenamente" seu papel na promoção "do crescimento e do desenvolvimento".

No sábado passado, os dirigentes do G20 concordaram em intensificar a supervisão do sistema financeiro mundial e melhorar a coordenação das políticas econômicas para evitar uma nova crise financeira e relançar o crescimento econômico.

Da mesma forma, na cúpula da Apec - que representa metade do comércio internacional e quase 60% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial -, o tema principal das discussões deverá ser a crise econômica e financeira e as diferentes formas de enfrentar a ameaça de recessão, segundo os organizadores do evento.

As questões relacionadas aos preços dos alimentos e das matérias-primas, as reformas dos mercados financeiros e uma utilização mais justa das despesas governamentais também serão debatidas duraante a cúpula, declarou Javier Kapsoli, chefe da divisão dos assuntos sociais e econômicos do ministério peruano da Economia, por ocasião de uma reunião dos ministros das Finanças da Apec realizado no início deste mês.

Ministros e outros altos representantes governamentais vão se reunir alguns dias antes da cúpula para promover o comércio dentro do bloco Ásia Pacífico, que vai da Oceânia à Rússia.

Este foro também será a última reunião multilateral da qual participará o presidente americano, George W. Bush. Seu sucessor Barack Obama assumirá oficialmente o poder em 20 de janeiro de 2009.

Bush e os dirigentes da Austrália, de Brunei, do Canadá, do Chile, da China, da Indonésia, do Japão, de Hong Kong, da Coréia do Sul, da Malásia, do México, da Nova Zelândia, da Papuásia Nova Guiné, do Peru, das Filipinas, da Rússia, de Cingapura, de Taiwan, da Tailândia e do Vietnã são aguardados em Lima.

A presença dos dirigentes da Nova Zelândia e da Malásia ainda não foi confirmada, segundo os organizadores, que destacaram que o foro receberá no total 55 ministros, 1.300 empresários, 3.618 delegados, 2.800 jornalistas e 600 agentes de segurança das delegações.

De acordo com um comunicado de Luis Giampetri, presidente da comissão de alto nível da Apec-Peru, as delegações americana, japonesa e chinesa serão as maiores com, respectivamente, 900, 500 e 300 membros.

Depois de escalas em Washington, San Jose e Havana, o presidente chinês, HHu Jintao, será nesta quarta-feira o primeiro dos dirigentes da Apec a chegar a Lima. Ele será recebido no palácio de governo por seu colega peruano, Alan Garcia, para uma reunião bilateral seguida por um jantar oficial. Esta será a primeira visita oficial de um presidente chinês ao Peru.

Cerca de 39.000 policiais foram mobilizados para garantir a segurança dos participantes da cúpula, e 2.059 agentes do Estado peruano com 441 veículos foram encarregados de proteger os presidentes e chefes de governo, e suas esposas e delegações, destacou a polícia peruana.

Um número indeterminado de soldados também será mobilizado, e posicionado em lugares estratégicos da capital peruana, frisou à imprensa o general Julio Vergara, responsável pelo "Plano de Segurança" da Apec.

Atiradores de elite e unidades especiais vigiarão o aeroporto e os hotéis onde ficarão os convidados, assim como o ministério da Defesa, o museu da Nação e a Fortaleza Real Felipe de Callao (oeste de Lima), onde acontecerão as reuniões.

A oposição de esquerda convocou manifestações, principalmente uma para "recusar a presença de Bush, o responsável pela crise financeira".

bur/yw

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