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Cúpula da Apec termina com clara mensagem contra protecionismo

Os 21 países da região Ásia-Pacífico deixaram clara sua rejeição ao protecionismo, ao anunciar que, durante um ano, vão se abster de impor novas barreiras a investimentos e comércio, em declaração adotada na Cúpula do Apec concluída neste domingo, em Lima.

AFP |

Em comunicado divulgado no sábado, os membros do Apec se comprometeram a não criar mais obstáculos aos investimentos, ou ao comércio, no próximo ano, e advertiram para o "risco de que um crescimento mais lento leve a pedidos de medidas protecionistas, que só podem exacerbar a atual situação econômica".

"Nesse sentido, apoiamos fortemente a declaração de Washington e vamos nos abster nos próximos 12 meses de estabelecer novas barreiras aos investimentos, ou ao comércio de bens e serviços", acrescentam os líderes.

Os membros do Apec fizeram referência à reunião realizada em Washington, na semana passada, no âmbito do G-20 (os sete países mais industrializados do planeta mais União Européia e 12 países emergentes).

"Buscamos uma conclusão ambiciosa e equilibrada da negociação da Rodada de Doha (de liberalização do comércio) para dar às nossas economias as bases para crescer e prosperar", indica o comunicado.

A Rodada de Doha está travada, devido às divergências relacionadas aos subsídios agrícolas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Os líderes das 21 economias entram neste domingo em um "retiro" (uma reunião a portas fechadas), antes de posar para uma foto conjunta - com trajes peruanos - e entregar a declaração final de 12 pontos, que além de temas econômicos inclui os temas de aquecimento global e terrorismo.

Hoje, foi a vez dos presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e da China, Hu Jintao, terem se reunido, após os encontros, entre sexta-feira e sábado, com seu colega norte-americano, George W. Bush.

No sábado à noite, Bush e Medvedev manifestaram com franqueza suas visões divergentes, mas também a necessidade de cooperação entre seus países em uma série de temas, como o combate à pirataria na costa da Somália.

Para Bush, este domingo representa sua última viagem internacional antes que deixe a Presidência no dia 20 de janeiro, algo que gera nele um sentimento antecipado de nostalgia, como reconheceu em algumas ocasiões no evento de Lima.

Em meio a uma conjuntura mundial complicada, Bush parece se esforçar - em uma corrida contra o relógio - para enfrentar problemas como a crise financeira, ou a desnuclearização da Coréia do Norte.

Bush pronunciou no Fórum da Apec um discurso no qual defendeu seus oito anos de governo, que resumiu em sua filosofia de "livre mercado, livre-comércio e pessoas livres".

Sorridente, salpicando seu discurso com palavras em espanhol, Bush prometeu se esforçar ao máximo para concluir as negociações na OMC para liberalizar os mercados e combater o protecionismo, em sintonia com a maioria dos países do Apec.

O Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) é formado por Austrália, Brunei, Canadá, Coréia do Sul, Chile, China, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Taiwan, Tailândia e Vietnã.

jlv/dm/tt

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