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Cuba registra leve aumento de empreendimentos estrangeiros

Por Marc Frank HAVANA (Reuters) - Cuba registrou um leve crescimento no número de projetos de investimentos estrangeiros no ano passado, o primeiro aumento depois que as autoridades começaram a filtrar os empreendimentos estrangeiros que consideravam ineficazes ou corruptos em 2003, de acordo com um relatório do governo obtido pela Reuters nesta segunda-feira.

Reuters |

O relatório do Ministério do Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros afirmou que o país esteve envolvido em 218 joint ventures, em comparação às 211 em 2008, e tinha 69 hotéis dirigidos por estrangeiros, acima dos 63 no ano anterior.

O aumento foi o primeiro registrado desde 2002. Depois disso, as autoridades comunistas começaram a fechar muitos dos 404 empreendimentos e 313 acordos de produção cooperativa que existiam à época, principalmente com parceiros do Ocidente, alegando que faziam pouco para a economia e, no geral, eram corruptos.

O relatório disse que atualmente havia apenas 14 acordos de produção cooperativa, onde o investidor recebe parte do lucro ou do produto produzido, mas não tem ações.

O aumento nos investimentos estrangeiros ocorreu apesar da severa crise financeira e apenas um ano depois de o presidente Raúl Castro assumir o poder formalmente, substituindo seu irmão Fidel Castro, em 2008. Mas os economistas locais afirmaram que é muito cedo para dizer se a mudança era resultado de uma modificação na política de governo.

Furacões, a crise financeira internacional, sanções dos Estados Unidos e uma economia morosa dominada pelo Estado deixaram Cuba com bilhões de dólares a menos em 2009.

O ministro do Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros, Rodrigo Malmierca, disse à Assembleia Nacional em dezembro que 46 dos acordos de investimento com companhias estrangeiras estavam no exterior, muitos deles na Venezuela, na China e em Angola.

Cuba tem empreendimentos farmacêuticos no Irã, na Índia, na China, no Brasil e em outros países, obras em construção em Angola e no Vietnã, opera um hotel na China e está envolvida em vários projetos na Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, é um grande aliado.

Dentro de Cuba, Malmierca disse que as joint ventures eram predominantemente com investidores da Espanha, da Venezuela, do Canadá e da Itália, em setores como turismo, exploração de petróleo, comunicação e mineração.

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