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CTNBio aprova nova variedade de algodão

BRASÍLIA - A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou na quinta-feira, em Brasília, por ampla maioria, a liberação comercial do algodão transgênico Liberty Link , resistente a herbicidas a base do princípio ativo glufosinato de amônio.

Valor Online |

O produto da multinacional alemã Bayer CropScience - a segunda variedade geneticamente modificada de algodão a ser aprovada no país - estava há quatro anos na fila de pedidos de aprovação comercial do órgão.

A CTNBio concluiu que o produto não representa riscos para os seres humanos, o meio ambiente e os animais , disse o presidente da comissão, o médico bioquímico Walter Colli. Em 2005, havia sido aprovada a semente Bollgard , da Monsanto.

Mesmo amparada em ampla maioria, já que teve 18 votos favoráveis, três contrários e duas abstenções, a liberação foi desaconselhada pelo parecer de um dos seis especialistas que avaliaram o processo da Bayer.

O geneticista Paulo Kageyama, membro indicado pelo Ministério do Meio Ambiente, apontou falhas nas exigências para o controle do chamado fluxo gênico entre espécies transgênicas e variedades convencionais. Também alertou para o perigo de contaminação de sementes crioulas plantadas por pequenos produtores. Não levaram em conta minhas sugestões. Aqui, só interessa aprovar rápido , disse.

O presidente da CTNBio rebateu as afirmações de Kageyama. Ao contrário, ainda há lentidão. Esse algodão estava há quatro anos na fila. Todas as medidas de precaução foram tomadas , disse. O que aprovamos é, na verdade, um avô dos algodões. Em outros países, já existe a variedade ? flex ? , mais avançada, resistente a insetos e tolerante a herbicidas .

A manifestação de Kageyama causou desconforto no plenário da comissão técnica. Alguns membros lembraram a atuação do polêmico ex-representante do Ministério do Meio Ambiente, o geneticista Rubens Nodari. Espécie de porta-voz dos cientistas adversários das aprovações de transgênicos, Nodari teve vetada sua recondução ao colegiado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.

As razões do veto, ocorrido em meio à saída da então ministra Marina Silva do cargo, ainda não foram esclarecidas.

A lei diz que cabe a Rezende nomear os membros da CTNBio, mas sob indicação dos respectivos ministérios. Walter Colli deu ontem uma justificativa: O ministro não me perguntou sobre isso. Mas ele escreveu à ministra Marina que teve vários constrangimentos pessoais com Nodari e pediu outros nomes , afirmou. O Nodari tinha posição cautelosa e conseguia reunir opiniões de uma minoria. Não lamento nem fico alegre , disse Colli.

O último produto transgênico aprovado pela CTNBio havia sido o milho Bt 11 , da Syngenta, em setembro de 2007. Antes, foram liberados o milho Liberty Link (maio), da Bayer, e o milho Guardian (agosto), da Monsanto. O primeiro transgênico aprovado no país foi a soja Roundup Ready , da Monsanto, em 1998.

Nas próximas reuniões, a comissão avaliará as aprovações do arroz Liberty Link (Bayer), milho e algodão Roundup Ready (Monsanto), milho GA21 e resistente a insetos (Syngenta), algodão (Dow), milho Herculex (Du Pont), algodão Bollgard 2 (Monsanto) e da soja tolerante a glufosinato de amônio (Bayer).

(Mauro Zanatta | Valor Econômico)

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