Mais um algodão geneticamente modificado foi aprovado ontem pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Com isso, já são seis as variedades transgênicas liberadas para plantio comercial no País: uma de soja, três de milho e duas de algodão.

Outras dez continuam na fila de avaliação.

A variedade aprovada ontem é o algodão LibertyLink, da Bayer, que contém um gene que o torna resistente ao herbicida glufosinato de amônia. A vantagem da transgenia é que, dessa forma, o herbicida pode ser aplicado sobre toda a lavoura para combater ervas daninhas sem danificar o algodão.

A decisão foi tomada por 18 votos a favor, 3 contra e 2 abstenções. Pareceres contrários foram apresentados pelo representante do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Kageyama, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Leonardo Melgarejo, e pelo especialista ambiental Paulo Brack. O processo tramitava desde maio de 2004.

Outros dois pedidos de liberação comercial receberam pedidos de vista e devem ser votados, obrigatoriamente, na reunião de setembro: uma variedade de milho da Syngenta e outra, da Monsanto - ambas resistentes ao herbicida glifosato.

Todas as liberações de transgênicos dadas pela CTNBio até agora foram contestadas na Justiça ou no Conselho Nacional de Biossegurança, atrasando a chegada dos produtos ao mercado. Críticos acusam a comissão de aprovar os produtos sem as devidas garantias de segurança ambiental ou alimentar.

"Comparada aos processos de outros países, nossa postura é de extrema cautela", defende o secretário-executivo da CTNBio, Jairon do Nascimento. As variedades aprovadas já são usadas há anos em outros países.

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