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CSN terceiriza logística em Volta Redonda

RIO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está mudando a forma de contratar os serviços de movimentação interna de matérias-primas e peças na usina de Volta Redonda (RJ). O sistema utilizado até este ano, que previa ter os equipamentos usados na operação logística em prateleira , ou seja, disponíveis em tempo integral mesmo quando não utilizados, começa a ser substituído por um modelo aplicado pela empresa Wilson, Sons Logística, que assinou dois contratos com a CSN.

Valor Online |

Pelos termos contratuais acertados entre CSN e Wilson, Sons fixou-se o compromisso de reduzir em 10% por ano, no mínimo, os custos logísticos na usina de Volta Redonda. O contrato prevê ainda ganhos compartilhados no caso de a economia ser superior a 10%. Se a redução nos custos for de 15%, por exemplo, os 5% excedentes são divididos meio a meio entre o cliente, a CSN, e o fornecedor dos serviços, a Wilson, Sons Logística.

O gerente-geral de suprimentos da CSN, Renato Carreira, disse que buscou-se uma forma de contratação mais inteligente dos serviços de logística em Volta Redonda. Estudo feito pela Coppeade/UFRJ havia identificado ociosidade nos equipamentos usados para movimentar matérias-primas e peças na usina da siderúrgica. Em meados deste ano, a usina abriu concorrência na qual se qualificaram cerca de 12 empresas. Até então quem cuidava da movimentação interna da siderúrgica era a Biondo Logística.

A partir da concorrência, houve a decisão de separar todos os serviços logísticos que haviam sido consolidados em um único contrato, a cargo da Biondo, em cinco contratos diferentes. A Wilson, Sons ganhou dois, incluindo locação e serviços de operação de empilhadeiras, pás-carregadeiras, retro-escavadeira e escavadeira hidráulica. Os contratos com a Wilson, Sons têm duração de três anos e um valor total de cerca de R$ 55 milhões. Eles representam perto de 45% do valor total da contratação de serviços de logística da usina de Volta Redonda, de R$ 122 milhões.

Os demais contratos foram ganhos pela Servi-sá (aluguel e serviço de operação de guindaste), BSM (locação e serviço de operação de guindastes no pátio de placas) e Estapostes (locação e serviço de operação de carretas, caminhões e caminhonetes). Esses serviços e equipamentos foram contratados e serão pagos de acordo com o modelo anterior, de equipamento disponível. Mas a curto prazo, entre seis e nove meses, a CSN deverá reavaliar esses contratos e aplicar a mesma forma de contratação seguida com a Wilson, Sons.

Thomas Rittscher III, diretor-executivo da Wilson, Sons Logística, disse que o contrato com a CSN tem uma parte que é de custo fixo e outra de custo variável. O executivo afirmou que, em um mês de operação, foi possível reduzir o número de equipamentos usados para prestar os serviços na usina da CSN. O contrato original previa uma frota de 80 equipamentos. " Mas concluímos que precisamos de 75 " , disse Rittscher. A empresa está investindo R$ 15 milhões em equipamentos, como empilhadeiras e pás-carregadeiras, para prestar o serviço à CSN.

Segundo Rittscher, contatos mantidos com empresas que utilizam serviços logísticos indicam que, em 2009, essas companhias estarão mais preocupadas em redução de custos do que em melhorar processos e serviços. A Wilson, Sons Logística, uma das seis empresas do grupo Wilson, Sons, tem 23 operações no país, das quais 20 são dedicadas a clientes específicos como a CSN. As outras três operações envolvem mais de um cliente cada uma, caso de dois terminais gerenciados para a MRS Logística e de um terminal alfandegado, em Santo André (SP).

" Nossa operação não é baseada em ativos, mas em serviços, o que demonstra que nossa capacidade de crescimento é ilimitada. Crescemos 40% ao ano, em média, nos últimos anos " , disse Rittscher. Carreira, da CSN, avalia que ter um operador logístico qualificado facilita o planejamento de redução de custos em um momento de crise como o atual. " O contrato com a Wilson, Sons buscou a melhoria de processos para, em um segundo momento, atingir a redução de custos " , disse Carreira.

(Francisco Góes | Valor Econômico)

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