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CSN pode demitir mais 900 funcionários, diz sindicato

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) poderá demitir mais 900 funcionários em Volta Redonda (RJ) ainda nesta semana, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense. Caso as demissões se confirmem, o total de dispensas deve chegar a 1,2 mil desde dezembro passado.

Agência Estado |

Procurada pela Agência Estado, a CSN disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Segundo o presidente do sindicato, Renato Soares Ramos, a nova leva de demissões, que já atingiu 200 funcionários, começou na última quinta-feira, e o pico das dispensas deve ocorrer amanhã. "Ainda não temos uma confirmação oficial da empresa. Estamos tentando abrir um canal para negociação desde ontem", disse. Se as demissões forem confirmadas, os trabalhadores pretendem paralisar as atividades da unidade, conhecida como Usina Presidente Vargas (UPV). "Não teremos outra alternativa a não ser parar as operações", afirmou.

Atualmente, a unidade utiliza cerca de 50% a 60% da sua capacidade produtiva. Soares defende que a empresa tem outras saídas para combater a crise além das demissões, como conceder férias coletivas ou lançar um plano de demissões voluntárias. Segundo ele, a CSN tem mais de 7 mil funcionários no município, situado no sul do Rio de Janeiro.

Interior de SP

Trabalhadores de São José dos Campos, no interior de São Paulo, farão um protesto no próximo sábado (dia 24) contra as demissões anunciadas pelas empresas da região. A concentração será na Praça Afonso Pena, no centro da cidade, às 10 horas.

No último dia 13, 802 trabalhadores temporários, com contratos a vencer no mês de junho, foram demitidos na unidade da GM na região. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, os trabalhadores estavam em férias coletivas desde novembro e as demissões não foram negociadas.

Segundo o sindicato, na Embraer e na Gerdau, as demissões têm ocorrido diariamente, mas as empresas não confirmam os números oficiais. Na Eaton, 30 empregados foram demitidos nessa semana.

Organizada pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), a manifestação pretende mobilizar trabalhadores de diversos segmentos da região contra demissões e tentativas de redução de jornada de trabalho e salários. Participarão trabalhadores dos setores metalúrgico, químico, petroleiro, entre outros. No dia 12 de fevereiro, a Conlutas organizará um protesto em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

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