SÃO PAULO - As companhias abertas que atuam no Brasil seguem divulgando comunicados aos seus acionistas para assegurá-los de que não possuem posições alavancadas ou de risco com uso de instrumentos derivativos. A idéia é deixar claro que elas não correm risco de apresentar grandes perdas financeiras com a turbulência no mercado, como ocorreu com a Sadia e a Aracruz.

Na tarde de hoje, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gerdau, Dasa e OHL informaram que não possuem exposição a risco com esses tipos de contratos financeiros. Mais cedo, Suzano Papel e Celulose e Lupatech tinham tomado a mesma atitude.

Na sexta-feira, Vale, Embraer, Klabin, Perdigão, Marcopolo, Minerva, Marfrig, Cosan, SLC Agrícola, PDG Realty e Invest Tur divulgaram comunicados ao mercado para negar exposição alavancada a derivativos.

O Grupo Gerdau disse que "não tem contratado e nem pratica operações de derivativos de câmbio ou aplicações financeiras especulativas lastreadas em risco e/ou alavancadas".

A CSN esclareceu que "eventuais operações com derivativos de câmbio destinam-se somente a hedge da exposição cambial da companhia". E acrescentou que a exposição cambial da companhia manteve-se imaterial no contexto das suas operações ao longo deste ano.

A Dasa disse que tem uma captação externa de US$ 250 milhões, mas que contratos de swap permitem que o indexador da dívida seja 103,6% da variação do CDI.

A OHL afirmou que suas operações estão concentradas no mercado doméstico e que todo seu caixa está aplicado em bancos de primeira linha através de instrumentos com liquidez e em moeda local.

(Valor Online)

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