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CSN corta 300 e negocia mais demissões

SÃO PAULO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou nesta segunda-feira a demissão de cerca de 300 funcionários da usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, no sul fluminense. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, as demissões, ocorridas no fim de dezembro, fariam parte de um procedimento de rotina, sem relação com a crise.

Agência Estado |

 

A siderúrgica argumentou que os demitidos estavam próximos da aposentadoria e a empresa costuma fazer um revezamento de empregados (turn over).

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense havia informado, no fim do mês passado, que a CSN poderia demitir 1,2 mil funcionários naquele mês e mais 1,8 mil em janeiro. A empresa não confirma os números, mas admite que novos cortes poderão ocorrer, por causa da queda de demanda mundial por minério de ferro e aço.

A CSN informou que novas demissões estão sendo negociadas com o sindicato e o número "ainda está em aberto". Isso porque a siderúrgica aguarda o fim das férias coletivas de cerca de 3 mil funcionários e o impacto da crise na demanda de minério de ferro. Segundo a CSN, tudo está sendo negociado com o sindicato da categoria.

A companhia já havia anunciado férias coletivas de 20 dias para 3 mil funcionários, de 22 de dezembro a 12 de janeiro. Ao todo, a CSN tem cerca de 16 mil empregados em 19 unidades, sendo duas no exterior (Estados Unidos e Portugal). A CSN também negocia com o sindicato a flexibilização de acordos trabalhistas, como o pagamento do adicional de férias para o mínimo estabelecido pela lei, de 33% do salário. Os empregados da CSN recebiam 70%.

Outra flexibilização em negociação é o aumento do turno de seis horas - conquista dos metalúrgicos da CSN há cerca de seis meses - para oito horas. A CSN também pretende implementar licença remunerada com redução da base salarial.

Os últimos dados das siderúrgicas brasileiras apurados pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), em novembro, mostram o impacto da crise no setor. A produção de aço bruto, por exemplo, caiu 19,1% naquele mês em relação ao mesmo período do ano passado.

Em produtos como semiacabados, o recuo foi de 46,5% na mesma base de comparação. A maior queda de produção se deu em lingotes, blocos e tarugos: 65,6%. De janeiro a novembro, três tipos de produtos acumularam queda em relação ao mesmo período de 2007: planos (4,3%), lingotes, blocos e tarugos (3,8%) e ferro-esponja (7,7%).

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