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Cruzeiro do Sul capta US$ 200 mi em bônus

O Banco Cruzeiro do Sul voltou ao mercado externo, captando US$ 200 milhões com a colocação de papéis com vencimento em três anos, pagando cupom (juro nominal) de 7% e oferecendo ao investidor um rendimento (yield) de 7,25%

AE |

O Banco Cruzeiro do Sul voltou ao mercado externo, captando US$ 200 milhões com a colocação de papéis com vencimento em três anos, pagando cupom (juro nominal) de 7% e oferecendo ao investidor um rendimento (yield) de 7,25%. É a primeira colocação externa feita por uma empresa brasileira desde o final de abril, quando o apetite dos investidores diminuiu, em consequência de preocupações com a solvência da Grécia e outros países da Europa. Até agora, as empresas e bancos só vinham conseguindo se financiar no mercado externo por meio de empréstimos.

A emissão foi considerada bem-sucedida pelo banco e os recursos, que serão destinados às linhas de crédito consignadas da instituição, devem entrar no País no dia 8 de julho, quinta-feira da próxima semana, segundo o superintendente de Relações com o Mercado da instituição, Fausto Guimarães. Segundo Guimarães, a taxa paga está alinhada ao custo da atual curva de papéis emitidos, indicando que, apesar dos contínuos problemas na Europa, a emissão não implicou custo maior.

A agência de classificação de risco Moody's deu nota de longo prazo em moeda estrangeira "Ba2" para os bônus. A perspectiva do rating é estável. A emissão faz parte de um programa do Cruzeiro do Sul que prevê o lançamento de US$ 1 bilhão, também com a mesma nota.

As últimas operações ocorridas no mercado externo foram empréstimos. O Banco Daycoval fechou em junho um empréstimo sindicalizado de US$ 165 milhões com prazo de três anos e que contou com a participação do International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial. Já o grupo Votorantim fechou, também em junho, dois pré-pagamentos de exportação, um de US$ 620 milhões e outros de US$ 420 milhões.

Entre os bancos, o Fibra foi o último a captar antes do fechamento do mercado. Fechou no dia 29 de abril uma emissão externa de US$ 200 milhões, com retorno de 5,25% e prazo de três anos. No primeiro quadrimestre do ano, vários bancos, como Bradesco, Santander, Panamericano, BicBanco e Itaú aproveitaram o bom momento lá fora e captaram US$ 9 bilhões, segundo cálculo da Moody's.

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