Estocolmo, 13 out (EFE).- A Real Academia Sueca de Ciências optou, neste ano de crise financeira mundial, por conceder o Prêmio Nobel de Economia a Paul Krugman, crítico do presidente George W.

Bush e de sua política, que classifica como "neoliberal".

Krugman foi premiado por seus trabalhos sobre comércio internacional que o levaram a projetar uma "nova geografia econômica" e uma "nova teoria do comércio".

O economista já recebera, em 2004, o Prêmio Príncipe de Astúrias de Ciências Sociais.

Krugman nasceu em 1953, em Nova York, e é professor de Economia e Relações Internacionais na Universidade de Princeton desde 2000.

Além disso, é colunista do jornal "The New York Times" e autor do livro "A Desintegração Americana - EUA Perdem o Rumo no Século XXI", no qual afirma que os Estados Unidos perderam o rumo em meio a desilusões com economia, má liderança e mentiras.

O anúncio do Nobel de Economia fecha o ciclo do Nobel neste ano, que foi iniciado na segunda-feira passada com o prêmio de Medicina, compartilhado entre o cientista alemão Harald zur Hausen - por ter identificado o vírus do papiloma humano - e os franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier - pelo da Aids.

Após o de Medicina, veio o de Física, para os japoneses Toshihide Maskawa e Makoto Kobayashi e o japonês naturalizado americano Yoichiro Nambu.

Em seguida, foi anunciado o Nobel de Química, dado aos americanos Martin Chalfie e Roger Y. Tsien, além do japonês Osamu Shimomura, descobridores da proteína verde fluorescente (GFP).

O de Literatura, na quinta-feira, foi para o escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio, e o da Paz, na sexta-feira, para o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari, por seu trabalho na mediação de conflitos internacionais em todo o mundo.

Os vencedores receberão 10 milhões de coroas suecas (1 milhão de euros) no dia 10 de dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel, em cerimônias paralelas que realizadas em Estocolmo e Oslo.

O Nobel de Economia é entregue desde 1968 e foi adotado pelo Banco Nacional da Suécia. EFE ih/fh

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