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Cristina quer trazer dinheiro de volta à Argentina

A presidente Cristina Kirchner anunciou ontem um pacote de medidas de reativação da economia argentina, gravemente afetada pelos efeitos das turbulências mundiais, além dos problemas econômicos internos. Entre as medidas anunciadas, está a criação do Ministério da Produção.

Agência Estado |

Além disso, a presidente envia hoje um projeto de lei ao Congresso que trata da repatriação de capitais, além de vantagens trabalhistas para pequenas e médias empresas.

Com o anúncio, o governo argentino dá uma guinada em sua política de negar os efeitos da crise global no país. O governo Cristina foi o último do Cone Sul a aceitar a crise. A expectativa no setor empresarial é de que, nos próximos dias, o governo também vai anunciar medidas protecionistas, que provocariam aumentos de taxas para produtos importados e reembolsos para exportadores.

Cristina Kirchner anunciou o pacote de medidas perante mais de 700 empresários reunidos para o encerramento da 14ª Conferência da União Industrial Argentina (UIA). "O principal objetivo é sustentar a atividade econômica e o nível de emprego, mais do que nunca! Juntos vamos fazer os esforços que correspondem a cada um."

A presidente defendeu a criação do Ministério da Produção com o argumento de que a Argentina "precisa de uma presença muito forte do Estado para apoiar os empresários". Um dos nomes mais cotados para a pasta é a atual secretária de Produção da província de Buenos Aires, Débora Giorgi. Em 2001, quando era secretária de Indústria e Comércio do então presidente Fernando de la Rúa, defendeu medidas protecionistas contra produtos brasileiros.

O ponto mais ambicioso do pacote é o plano para repatriar capitais argentinos. Os suculentos fundos fora do sistema financeiro são tentadores, já que os argentinos, em mais de três décadas e meia de incertezas econômicas e políticas, acumularam quase US$ 120 bilhões no exterior. Porém, grande parte desse dinheiro pode estar dentro do próprio país. Só neste ano, a fuga de divisas, segundo a consultoria M&S, seria de US$ 24 bilhões. Vários governos, desde os anos 90, tentaram executar medidas similares de repatriação, sem sucesso.

Segundo Cristina, os argentinos que declararem seus capitais no exterior sem trazê-los ao país pagarão impostos de 8%. Aqueles que desejarem levá-los ao país, pagarão 6%. Se forem aplicados nos bônus da dívida pública, os tributos serão de 3%. E aqueles que optarem por investir os capitais nos setores industrial e agropecuário pagarão somente 1% de tributos.

A presidente também anunciou um plano de regularização tributária, que dará moratória às empresas com até dez funcionários que têm trabalhadores informais. Com isso, Cristina pretende estimular a contratação legal, já que os informais chegam a 84% nesse tipo de empresas. Ela afirmou que também vai reduzir os custos trabalhistas das demais empresas.

Horas depois, na reunião anual da Câmara da Construção Civil, Cristina disse que vai lançar um plano de obras públicas de US$ 21 bilhões. Segundo ela, em 15 de dezembro será anunciado "o plano de obras públicas mais ambicioso do qual o país tenha memória". O objetivo é criar 400 mil empregos.

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