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Cristina não tocará sino, dizem credores

A presidente Cristina Kirchner passará toda esta semana em Nova York, onde desembarcou ontem para uma atarefada agenda, com foco na tentativa de dissipar o elevado ceticismo que os investidores internacionais possuem sobre a Argentina. A presidente debutará a semana com participação simbólica hoje na abertura do pregão do Nasdaq.

Agência Estado |

Cristina tocará o sino que dá início à sessão.

Mas os integrantes da American Task Force (ATFA), associação que reúne parte dos holdouts (credores que não aceitaram a reestruturação dos títulos da dívida pública argentina em 2005), exigem que Cristina não tenha a honraria de tocar o sino. Os holdouts possuem US$ 31 bilhões em títulos argentinos que ficaram em estado de calote em dezembro de 2001.

Embora sejam minoria ( 76,15% dos credores resignaram-se em aceitar a reestruturação) o grupo tenta bloquear contas do Estado argentino no exterior. Os holdouts também fizeram lobbies sobre os organismos financeiros internacionais para pressionar o governo argentino a abrir negociações sobre o pagamento da dívida.

Em Nova York Cristina se reunirá com empresários do Conselho das Américas e autoridades do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A presidente argentina poderia reunir-se também com o primeiro-ministro espanhol José Rodríguez Zapatero e o presidente italiano Silvio Berlusconi, cujos países são tradicionais investidores na Argentina.

O presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou ontem que a Venezuela está livre dos efeitos da crise financeira internacional porque deixa nos Estados Unidos apenas 1% da reserva monetária do país, que acumula mais de US$ 38 bilhões.

"A Venezuela tem nos EUA US$ 375 milhões, o que representa 1% da reserva nacional. É o saldo de alguns bancos correspondentes de serviços financeiros", declarou Chávez durante seu programa de televisão Aló Presidente. "O resto da reserva, que totalizava 38,1 bilhões em 8 de agosto, está bem guardado", acrescentou.

O governante, que voltou a criticar o capitalismo, ressaltou que se as reservas venezuelanas estivessem nos Estados Unidos, "como era antes", aí sim "estariam em perigo, porque todos os grandes bancos do país estão quebrando". "Vão à falência e não respondem por nada."

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