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Cristina chega ao Brasil pedindo integração na A. Latina

Brasília, 6 set (EFE).- A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, chegou hoje ao Brasil para uma visita de três dias pedindo a integração na América Latina, uma região que, segundo ela, começa a renascer após os danos causados pelo neoliberalismo.

EFE |

Cristina iniciou sua visita ao Brasil em Recife, onde assistiu à inauguração de uma instalação do grupo argentino Indústrias Metalúrgicas Pescarmona Sociedade Anônima (Impsa), que produzirá moinhos para a geração de energia eólica.

Em um breve discurso, a presidente argentina citou a instalação como um exemplo do que deve ser a integração na América Latina, uma região que, segundo ela, hoje está em "uma nova etapa, de maior valor agregado, de diversificação da matriz energética" e de busca por um "modelo de acumulação de riqueza diferente".

As instalações inauguradas por Cristina foram construídas em oito meses e ocupam o complexo industrial do porto de Suape, a cerca de 60 quilômetros de Recife, um terreno de 27 hectares, com 13 mil metros quadrados cobertos.

A filial do grupo Pescarmona demandou um investimento inicial de US$ 90 milhões, que se prevê que chegará a US$ 145 milhões até 2010.

Segundo cálculos da empresa, durante o primeiro ano de operações serão construídos 70 moinhos, que serão destinados a três parques eólicos no Ceará, que em conjunto gerarão 100 megawatts.

Esses parques do Ceará serão instalados em três praias no norte do estado e têm o apoio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que o Governo impulsiona desde 2002 com o objetivo de diversificar a matriz energética nacional.

A partir do próximo ano, a produção da Impsa em Suape deve abastecer dez parques eólicos que a empresa argentina desenvolverá no estado de Santa Catarina, com investimentos cifrados em US$ 750 milhões.

Segundo a companhia, os dez parques requeriam 145 geradores, para alcançar a meta prevista de 215 megawatts.

Dentro de dois anos, o grupo Pescarmona pretende começar a fabricar nessa instalação grandes turbinas e geradores para centrais hidroelétricas a fim de utilizar o enorme potencial hídrico do país.

No entanto, o primeiro passo do grupo Pescarmona é o desenvolvimento de energia eólica, para o que o Brasil tem condições especiais.

Segundo declarou o presidente da filial do grupo argentino no Brasil, Luis Pescarmona, o país apresenta "uma excelente oportunidade para o desenvolvimento de energias renováveis, como a eólica, pois seus ventos oferecem o dobro de qualidade da média mundial".

Os serviços meteorológicos brasileiros calculam que na região nordeste do país, que é onde se concentram os maiores esforços para o desenvolvimento da energia eólica, a velocidade média anual dos ventos é de cerca 15 km/h, considerada ideal para o funcionamento dos moinhos.

Cristina citou a iniciativa do grupo Pescarmona como "um exemplo" a ser seguido por "empresários com responsabilidade social" que operam no âmbito do Mercosul, bloco integrado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

"A história não perdoará que erremos o caminho" e reivindica que "sejam feitos todos os esforços necessários para construir uma verdadeira integração do Brasil e da Argentina, do Mercosul e de toda América Latina".

Depois da inauguração dessas instalações, Cristina viajou para Brasília, onde amanhã assistirá às celebrações dos 186 anos da Independência do Brasil a convite do presidente Lula.

Segunda-feira, Cristina fará sua primeira visita de Estado ao país desde que assumiu o poder, em dezembro do ano passado, e depois retornará a Buenos Aires. EFE ed/rr

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