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Crises bancárias geram custos fiscais líquidos médios de 13,3% do PIB

Londres, 26 set (EFE) - Os custos fiscais líquidos associados à crise bancária representam em média 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo um relatório divulgado hoje, que revela que a atual crise nos Estados Unidos não é única, nem sem precedentes.

EFE |

O estudo foi elaborado a partir de um mais amplo do Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo banco americano de investimentos Merrill Lynch, ele próprio uma das vítimas da atual crise e que acabou sendo adquirido pelo Bank of America.

Uma das conclusões extraídas da análise de 124 crises bancárias dos últimos 27 anos é o que o estudo do Merrill Lynch qualifica de "verdade incômoda": os problemas bancários passados sugerem que os custos fiscais provavelmente serão "substanciais".

É "muito pouco provável" que um Governo obtenha lucro de um programa de recapitalização, acrescenta o estudo, que indica que "a taxa de recuperação média é de apenas 18% dos custos fiscais brutos".

A análise, além disso, indica que é possível extrair lições das crises bancárias sofridas nos anos 90 no Japão e na Ásia.

Quanto à primeira, o relatório conclui que a atual crise bancária nos EUA "está se desenvolvendo muito mais rápido" que sua equivalente japonesa.

Já a crise asiática de 1997-1998 mostra que é essencial que as autoridades americanas digam quais instituições sobreviverão e quais não.

Da recente análise das 124 crises bancárias feita pelo FMI, entre elas quatro na Argentina, duas no Brasil e duas na Colômbia, o Merrill Lynch destaca que em 55% dos casos as crises bancárias coincidem com uma crise de divisas e que em 30% as crises são precedidas por um "boom" no crédito.

As condições macroeconômicas freqüentemente são fracas antes de uma crise bancária, com balanços fiscais negativos, déficit por conta corrente e altas taxas de inflação.

Durante a contenção das crises, em 71% dos casos se utilizou "um amplo apoio de liquidez".

Em 86% dos casos, as intervenções do Governo se dão através de fechamentos de bancos, nacionalizações ou fusões, e em 51% das crises, ocorreram vendas de bancos a investidores estrangeiros, acrescenta o Merrill Lynch.

O relatório revela que grande parte das crises bancárias, um total de 13, ocorreu em 1995, enquanto nos últimos anos a incidência das crises bancárias caiu "de forma significativa". EFE ep/ab/db

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