Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Crise/Investidor pessoal: geração IPO enfrenta primeiro solavanco

Paula Pavon, editora do AE Investimentos São Paulo, 30 - A geração IPO conheceu uma bolsa de valores próspera. A intensa abertura de capital verificada nos últimos anos e a disparada na valorização das ações levaram os investidores a buscar mais risco, com a promessa de ganho maior.

Agência Estado |

A recente crise nos mercados globais empurra agora essa geração - que até então só conhecia uma face do risco - ao primeiro impacto da dobradinha de alta possibilidade de ganho com a mesma intensidade de perda.

Em outras situações de crise, como as da Ásia e da Rússia, o país não tinha uma Bolsa pujante nem uma indústria de fundos de investimentos largamente difundida. Hoje existe mais de R$ 1 trilhão em fundos de investimentos. Só na Bolsa, são mais de 500 mil investidores individuais, que representam quase 30% do volume financeiro do mercado.

Essa turma de investidores, que hoje aplica de forma bastante ousada, se assustou, mas não teve a mesma reação que em outras épocas. Ainda não há dados que indiquem uma corrida para saques, como aconteceu em crises anteriores, comentam especialistas.

Mesmo assim, no furacão de perdas internacionais, houve quem desistisse de ações ou fundos mais arriscados para buscar refúgio em investimentos considerados mais seguros, como CDBs e títulos do governo, que apresentam retorno significativo desde março.

Segundo o site financeiro Fortuna, o investidor individual no Brasil tinha aplicação, em média, de R$ 23 mil em fundos de ações de varejo em maio deste ano. Nos últimos quatro meses até 23 de setembro - antes do circuit breaker na Bolsa, portanto -, esse investidor já havia perdido, em média, pouco mais de R$ 9 mil.

Os analistas se dividem, mas há quem veja até oportunidade de investimentos neste momento. Como dizem alguns especialistas de corretoras, as ações estariam a "preços convidativos". No entanto, números da consultoria Economática não confirmam a tese, e o P/L (preço/lucro) está em 11,9, sendo que a média dos últimos dez anos foi bem próxima de 10.

Neste momento, traçar um cenário para os investimentos torna-se tarefa hercúlea, e o investidor pessoa física, se quiser mais calmaria, poderá buscar refúgio na renda fixa. Em meio a dúvidas e tantas surpresas até para os mais experientes, a única certeza, dizem os especialistas, é a continuidade de alta da taxa de juros. Mas, talvez, não por muito mais tempo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG