O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, disse nesta sexta-feira que a quebra "não é uma opção". Ele afirmou também que o Governo, que enfrenta várias deserções, fará "o possível" para aprovar o acordo pactuado com os credores internacionais para continuar recebendo ajuda financeira.
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"Não podemos permitir a quebra do país. O novo programa de resgate é necessário para o cumprimento dos esforços que começaram há dois anos, para restabelecer a competitividade da economia grega e para sanar suas contas", disse Papademos, que lidera um executivo de coalizão.
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Papademos deu as declarações antes do início de uma reunião de gabinete com ministros, na qual será aprovado o acordo sobre as medidas de austeridade acertadas com Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia.
Os negociadores exigem duras medidas de poupança, de gasto público e redução de salários que provocaram protestos e, nas últimas 24 horas, a renúncia de um ministro e de cinco vice-ministros do Governo.
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Para Papademos, "a resistência do Governo está sendo posta a toda prova". Ele advertiu que "aqueles que não podem suportar a pressão" - em referência aos deputados que planejam votar contra o acordo - "não têm lugar no Governo".
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O premiê lembrou que o programa "é produto de uma árdua negociação" com os credores e entre os partidos que formam o Governo - social-democratas, conservadores e ultradireitistas -, e "reflete as condições extremamente difíceis da situação na Grécia".
"Com este programa, a Grécia receberá um empréstimo de 130 bilhões de euros, e lhe serão perdoados cerca de 100 bilhões de euros da dívida. Graças aos efeitos destes dois fatos combinados o país poderá retomar seu desenvolvimento e os sacrifícios dos que mais sofrem serão exonerados", disse o primeiro-ministro.
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O conselho de ministros deve aprovar nesta sexta o acordo pactuado com os credores, que depois será apresentado ao Parlamento antes de ser definitivamente adotado. Depois da deserção de vários deputados socialistas, democratas-cristãos e ultradireitistas, a grande maioria com que conta o Governo de coalizão no Parlamento perdeu força nas últimas horas, mas ainda alcança 200 dos 300 deputados da Assembleia.
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