O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, advertiu neste sábado que a alternativa ao acordo pactuado com a "troika" para receber um novo empréstimo financeiro seria "a quebra" e "o caos social". "O acordo garante o futuro de nosso país no euro", disse Papademos em mensagem à nação transmitida pela televisão, uma tentativa de acalmar o mal-estar social provocado pelas medidas de austeridade que serão votadas neste domingo pelo Parlamento grego.
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Ao mesmo tempo, o chefe do Governo buscou com suas palavras garantir o apoio dos deputados ao pacote de austeridade negociado com a "troika" integrada pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Aceitar as dolorosas medidas "é o dever dos governantes gregos em respeito às gerações futuras e a verdadeira atitude patriótica", declarou Papademos em alusão aos que acusam seu gabinete de ter se "vendido" aos interesses de Bruxelas, Berlim e do FMI.
"Os demagogos dizem que é melhor a quebra (que o acordo com a "troika"), mas a quebra só criará uma explosão social e o caos", considerou o ex-vice-presidente do BCE. Em referência à oposição popular despertada pelas medidas de austeridade exigidas, que incluem draconianas reduções de salários e pensões, o primeiro-ministro disse "compreender" o sofrimento dos gregos. "Sabemos que a paciência das pessoas está chegando a seu limite (...) Devemos consertar o que fizemos errado", frisou Papademos.
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