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Crise Econômica Mundial
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'Ocupe Wall Street' leva manifestantes de vários países às ruas

Na Itália, pelo menos 500 pessoas ficaram feridas em protestos violentos. Em outras cidades, movimento foi pacífico

iG São Paulo |

AFP
Manifestantes se reuniram neste sábado em frente ao Banco Central Europeu, em Frankfurt
Manifestantes foram às ruas em várias cidades do mundo neste sábado, em apoio ao movimento “Ocupe Wall Street”. Protestos contra a desigualdade econômica foram vistos em países da Europa, Ásia, Estados Unidos e Canadá. No Brasil, a chuva intensa e a situação econômica favorável esvaziaram a manifestação realizada em São Paulo . Cerca de 100 pessoas participaram dos protestos no centro da cidade.

Em Roma, os protestos terminaram com pelo menos 500 pessoas feridas, ao contrário do que se viu em outros locais. A polícia italiana usou gás lacrimogêneo e água para conter as violentas manifestações ocorridas na cidade neste sábado – com os rostos cobertos por máscaras, manifestantes atiraram pedras, garrafas e incendiaram carros e quebraram janelas de bancos.

AFP
Manifestantes incendiaram carros em Roma, na Itália. Protesto foi pacífico em outras cidades
Confira a cobertura completa da crise econômica mundial

Uma onda de fumaça cobriu o centro de Roma e alguns que participavam dos protestos iniciaram uma quebradeira nas ruas perto do Coliseu. No Vaticano, um carro de polícia foi atacado, e os manifestantes pacifistas foram obrigados a se esconder na Basílica mais antiga de Roma. O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, classificou a violência de um "sinal preocupante", e pediu que os criminosos fossem "encontrados e punidos".

Já em outras partes do mundo, os protestos transcorreram de modo pacífico. Na Espanha, o movimento "Indignação" que começou em maio e durou várias semanas marchou junto com outros manifestantes em direção à praça Porta do Sol, em Madri.

Segundo os organizadores, cerca de 300 mil pessoas participaram na manifestação, número contestado pela polícia. Outras cidades da Espanha, incluindo Barcelona, Sevilha, Valência e Málaga também foram palco de protestos semelhantes.

Leia também: G20 promete ajuda à Europa, mas pede resposta rápida à crise

Portugueses descontentes com o governo e com a crise econômica tentaram tomar o Parlamento, mas foram impedidos pela polícia. Portugal é um dos três países da Europa - junto com Grécia e Irlanda - que precisou aceitar ajuda internacional.

Em Frankfurt, na Alemanha, cerca de cinco mil pessoas fizeram uma manifestação em frente ao Banco Central Europeu. Centenas de manifestantes protestaram também nas cidades de Berlim, Colônia e Munique.

Em Londres, na Inglaterra, o fundador do

AFP
Fundador do Wikileaks, Julian Assange, fala para manifestantes reunidos em Londres
Wikileaks, Julian Assange, afirmou para cerca de 500 pessoas que estavam do lado de fora da Catedral de St. Paul que o sistema bancário internacional é "depositário de dinheiro corrupto".

Em Paris, na França, os manifestantes passaram em frente da histórica bolsa de valores da cidade com os punhos erguidos e gritando "Levante Paris" e "Juntos salvaremos o mundo".

Em Viena, capital da Áustria, enquanto em Zurique, manifestantes carregavam cartazes onde estavam escritos: "Não vamos resgatá-los novamente" e "Somos 99%". A referência é clara em direção ao 1% mais rico do mundo e que controla bilhões em ativos, enquanto bilhões de outros estão se esforçando para cumprir seus compromissos.

Em Bruxelas, centenas marcharam em direção ao centro da cidade gritando "banqueiros criminosos causaram essa crise", e inundaram o prédio da bolsa de valores com sapatos velhos.

Na capital grega de Atenas, onde protestos e greves têm ocorrido desde que o governo tomou atitudes drásticas para evitar a bancarrota, o sábado não foi diferente. Quase duas mil pessoas se reuniram do lado de fora do Parlamento em manifestação contra o novo pacote de austeridade, enquanto professores e servidores públicos marcharam em outras partes da cidade.

Em Sarajevo, capital da Bósnia, centenas de manifestantes saíram às ruas carregando fotos de Che Guevara e velhas bandeiras comunistas com os dizeres "Morte ao capitalismo, liberdade para as pessoas".

AFP
Hong Kong, assim como outras cidades da Ásia, também foi palco de protestos
Na capital japonesa, Tóquio, o movimento atraiu cerca de 100 pessoas. Também foram vistos protestos em Hong Kong. Nas Filipinas, manifestantes marcharam em direção à Embaixada dos Estados Unidos, em Manila, para protestar contra o "imperialismo americano".

Em Sydney, na Austrália, 300 manifestantes protestaram contra a "ganância corporativa".

Na África do Sul, cerca de 50 ativistas se reuniram do lado de fora da bolsa de valores de e Johanesburgo pedindo mais emprego, educação e saúde.

Em Manhattan, nos Estados Unidos, cerca de 24 pessoas foram presas hoje durante os protestos em frente à uma agência do Citibank, após saírem em caminhada do Washington Square Park. Também houve manifestações em frente a outros grandes bancos, como o Chase Bank.

No Canadá, manifestantes tomaram as ruas da capital financeira aos gritos de "Ocupe Bay Street".

(Com AE e agências internacionais)

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