Crise Econômica Mundial

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Movimento Ocupe volta a se organizar e prepara segunda fase de sua ação

Grupo pretende iniciar novas marchas e protestos para o início da primavera nos EUA, no final de março

NYT | 15/02/2012 10:45

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Foto: Getty Images Ampliar

Manifestantes do Ocupe Wall Street preparam protestos para o final de março

Os acampamentos do movimento Ocupe Wall Street que surgiram em dezenas de cidades no ano passado, tornando o slogan "Somos os 99%" conhecido, estão desaparecendo continuamente com uma nova onda de repressão e despejos que aconteceram na semana passada.

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Desde os confrontos violentos no mês passado em Oakland, Califórnia, as manchetes sobre o movimento Ocupe também diminuíram. Longe de acabar, no entanto, esses grupos de todo o país dizem estar preparando uma nova etapa de marchas e greves ainda maiores para a primavera nos EUA(outono no hemisfério sul), que acreditam que retomará a sua força e lançará um olhar ainda mais claro sob a desigualdade e a ganância corporativa.

Mas esta transição está cheia de armadilhas e incertezas: sem os acampamentos ou objetivos claros, será que o movimento Ocupe pode se tornar uma força duradoura que consiga efetuar alguma mudança? Será que os protestos irão acabar estimulando ou alienando o público?

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Embora ainda não esteja muito organizado, o movimento está criando raízes em muitas cidades. Ativistas em Chicago e Des Moines, Iowa, vêm alugando escritórios, uma mudança significativa para grupos acostumados a protestar ao ar livre ou a realizar assembleias em tendas embaixo da chuva.

Em todo o país, pequenas manifestações - muitas vezes concentradas em bancos e em despejos pela falta de pagamento de hipotecas – vêm acontecendo quase diariamente. Ao aceitar uma proposta feita em Portland, Oregon, grupos em 34 cidades concordaram em fazer "um dia de ação direta não violenta" que irá acontecer no dia 29 de fevereiro contra empresas acusadas de trabalhar contra o interesse público.

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Então, no dia 01 de maio, eles tentarão convencer os milhares de americanos pobres e da classe média que acreditam em sua base que não compareçam ao trabalho ou escola no que estão chamando de "greve geral" - ou "um dia sem os 99%".

Mas alguns especialistas que reconhecem algumas das conquistas feitas até hoje pelo movimento Ocupe se perguntam se os ativistas não estão exagerando. Alguns questionam quantas pessoas irão atender ao pedido para que fiquem em suas casas no dia 1º de maio, especialmente já que os sindicatos, que geralmente apoiam a mensagem do movimento, dizem que não irão participar da greve.

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Além disso, as ideias utópicas do movimento para a democracia e a justiça podem ter seu foco desviado pela campanha presidencial. "Eles conseguiram chamar a atenção do povo e agora têm que dizer algo mais específico", disse William A. Galston, pesquisador sênior e especialista em estratégia política do Instituto Brookings, em Washington. "Os americanos querem soluções e não apenas manifestações. Sua paciência para os protestos não irá durar por muito mais tempo".
 

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