Os governos de França e Alemanha se mostraram nesta segunda-feira a favor de um novo tratado da União Europeia (UE), mesmo se apoiado apenas pelas 17 nações que integram a zona do euro, e também apoiam a aplicação de sanções automáticas aos países que não alcançarem o objetivo de déficit fixado em 3% do PIB. Depois de se reunir em Paris com a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que ambos preferem que o novo tratado consiga o apoio dos 27 países da UE, mas que, se isso não for possível, apenas os 17 que fazem parte da zona do euro vão se comprometer com as novas normas.
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Este tratado estaria "aberto" a outros países que quiserem se juntar à proposta que será feita por França e Alemanha oficialmente nesta quarta-feira ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. A chanceler alemã declarou que é preciso "restabelecer a confiança", e que se deve dar uma resposta a quem se pergunta se os países europeus são "confiáveis". "Fazem falta modificações estruturais, e não podemos fazê-las por meio dos tratados existentes", disse Merkel.
O presidente francês afirmou que as decisões da futura UE reformada com a aplicação de suas propostas funcionarão com uma "maioria qualificada de 85%", de modo que será abandonada a regra da unanimidade. "Não queremos que uns bloqueiem os avanços de outros, então proponhamos essa maioria de 85%", explicou a chanceler alemã.
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Tanto Sarkozy como Merkel debateram alguns pontos da carta que enviarão a Vão Rompuy na quarta, entre os quais está a introdução, nos 17 países-membros do euro, de uma regra que prevê, nas constituições nacionais, uma indicação "severa" de que é preciso respeitar o equilíbrio orçamentário. Essa regra terá que ser "reforçada e harmonizada", destacaram Sarkozy e Merkel em entrevista coletiva depois do almoço de trabalho que tiveram em Paris.
Ambos também expressaram sua rejeição aos eurobonos como instrumento para resistir às pressões sofridas pelas dívidas soberanas dos países da zona do euro, e manifestaram apoio à "independência" do Banco Central Europeu (BCE).
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