Europa adere aos protestos de Wall Street
Várias capitais europeias são “ocupadas” por manifestantes neste sábado. Países fora do continente também tem ruas tomadas
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Na Alemanha, milhares de pessoas se reuniram na sede do Banco Central Europeu (BCE) em Frankfurt. Segundo a organização antiglobalização Attac, cerca de 6 mil pessoas participam do protesto. Já, de acordo com a polícia, são 5 mil. Berlim também tem seu dia de protestos, os manifestantes marcharão da Praça Alexandrerplatz até a sede do governo de Merkel na capital. Alguns manifestantes levaram barracas, fazendo alusão aos jovens norte-americanos que estão acampados em Wall Street .
Em Londres, confrontos com a polícia aconteceram uma hora após o início do protesto. Os manifestantes, cercados por três cordões policiais e por uma polícia montada atrás, carregavam bandeiras que proclamavam "Não mais cortes", em referência à política drástica de austeridade do governo britânico, ou inclusive "Goldman Sachs é obra do diabo". O fundador do Wikileaks, Julian Assange, discursou na manifestação inglesa. Segundo o The Guardian, Assange falou contra a corrupção do sistema político-financeiro.
Na Itália, também houve ação da polícia quando manifestantes resolveram quebrar vitrines de bancos e queimar carros. Placas como "Não somos bens nas mãos de banqueiros" eram vistas nas mãos de pessoas pelas ruas de Roma. Ao menos 70 pessoas ficaram feridas, três gravemente, no confronto com a polícia, informou a agência italiana Ansa.
Em Madrid, a praça de Cibeles será o palco das manifestações espanholas. Os protestos também acontecem na Holanda, Bélgica, Suíça, Suécia e Bósnia.
Pelo Mundo
Em Sydney, as ruas diante do Banco Central da Austrália foram tomadas por cerca de 2 mil manifestantes, entre representantes aborígenes, sindicalistas e comunistas, segundo a agência Reuters.Slogans como "Somos os 99%" foram vistos em quase todos os protestos pelo mundo.
Coreia do Sul, Japão eTaiwan também tiveram seus movimentos de manifestação. O site da organização, o "15october.net", traz uma mensagem para que os manifestantes "unam suas vozes para dizer aos políticos e às elites financeiras que cabe ao povo decidir o futuro".
(com agências, The Guardian e El Pais)