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Crise Econômica Mundial
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Câmara italiana aprova medidas anticrise

Decisão abre caminho para renúncia do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi; na sexta, Senado já havia aprovado plano de ajuste

iG São Paulo |

A Câmara Baixa italiana acaba de aprovar o pacote contendo medidas de austeridade para reduzir o endividamento do país. A decisão abre caminho para a renúncia do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi. Na sexta-feira, o Senado já havia aprovado o plano de ajustes.

O plano recebeu 380 votos a favor, e somente 26 contra.

O pacote foi adotado definitivamente pelo Parlamento, depois do que o multimilionário político prometeu apresentar sua demissão ante o presidente da República, Giorgio Napolitano, para ser substituído por um governo de emergência que se comprometa a reduzir a colossal dívida pública do país.

Filippo Monteforte/AFP
Deputados italianos cumprimentam premiê Silvio Berluconi após aprovação do plano econômico

O nome mais cotado para substituir Berlusconi é o do ex-comissário da União Europeia Mario Monti. A opção que ganha mais força para a era pós-Berlusconi é a formação de um governo técnico com um nome forte à frente, responsável por fazer todas as forças políticas chegarem a um acordo para tirar a Itália da crise em que se encontra.

Entenda o plano anticrise adotado pela Itália

Napolitano deve pedir a Monti para formar a nova administração. O ex-comissário da UE, por sua vez, deve nomear um gabinete enxuto formado por tecnocratas que terão cerca de 18 meses para implementar as rígidas medidas econômicas. O Executivo, porém, precisará assegurar maioria no Parlamento, e corre o risco de cair antes das eleições de 2013.

As conversas com políticos italianos devem começar já na manhã deste domingo, e a ideia é que um novo governo seja nomeado antes da abertura dos mercados, nesta segunda-feira.

A Itália está no centro da crise de dívida da zona do euro, com um endividamento público de 120% do PIB e mais de uma década de crescimento fraco. O país, porém, é considerado muito grande para afundar.

(com AFP e Reuters)

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