Presidente do BC japonês mostra pessimismo com crescimento global

Masaaki Shirakawa alertou que a desaceleração do crescimento internacional está pesando sobre o sentimento do empresário e que pode prejudicar gastos de capital

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O presidente do banco central do Japão, Masaaki Shirakawa, alertou nesta sexta-feira que a desaceleração do crescimento internacional está pesando sobre o sentimento do empresário e que pode prejudicar gastos de capital agora resistentes, sinalizando prontidão para expandir ainda mais o estímulo monetário para apoiar a frágil economia.

Shirakawa prendeu-se à visão do banco central de que a terceira maior economia do mundo irá retomar a recuperação depois de um período de estagnação, mas destacou que uma desaceleração prolongada da China e da crise da dívida europeia ofuscava as perspectivas.

"Exportações e produção industrial estão enfraquecendo à medida que as economias internacionais aprofundam-se na fase de desaceleração", disse Shirakawa em um encontro anual de cooperativas de crédito japonesas.

"Os gastos de capital estão aumentando como uma tendência ao passo que os lucros corporativos melhoram. Mas o sentimento do empresário está piorando devido à desaceleração internacional, portanto nós devemos observar atentamente se isso pode levar as empresas a atrasar seus planos de gastos de capital."

Os comentários de Shirakawa destacam a crescente preocupação dentro do banco central de que a economia do Japão pode levar mais tempo para retomar o crescimento, uma vez que os efeitos do enfraquecimento da demanda global alastram-se.

O banco central, sob pressão política para agir, deverá cortar suas previsões de crescimento e pode considerar afrouxar a política monetária em 30 de outubro, afirmam fontes familiarizadas com o pensamento da autoridade, à medida que a fraqueza na economia aumenta a chance de o Japão não atingir a meta de inflação de 1% para vários outros anos.

Shirakawa deu pouco sinais sobre as perspectivas para a política monetária, dizendo apenas que o banco central está buscando afrouxamento potente, mas que as reformas estruturais, assim como os esforços do governo e do setor privado, também são importantes para combater a deflação.

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