Brasil contribui para que Estados Unidos saiam da crise

Para a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, Brasil colabora ao aumentar as compras de produtos americanos

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A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil tem dado sua contribuição para que os Estados Unidos superem a crise econômica ao aumentar as compras de produtos americanos.

Segundo ela, há 20 anos as exportações brasileiras para os EUA representavam US$ 7 bilhões enquanto que as importações vindas daquele país eram de US$ 4,5 bilhões.

Em 2011, as exportações brasileiras para os Estados Unidos subiram para US$ 26 bilhões, com importações dos EUA pelo Brasil de mais de US$ 34 bilhões. O que já foi um superávit para o lado brasileiro se converteu em um déficit comercial para o Brasil de cerca de US$ 8 bilhões.

"Esta virada coincide com a crise a partir de 2009 e representa uma contribuição do Brasil para a recuperação da economia americana", disse a secretária, que participou da abertura da 30ª reunião plenária do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos.

Tatiana destacou que os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial com o Brasil atrás da China, mas com uma diferença qualitativa significante. Isso porque 90% das exportações brasileiras para a China são de produtos básicos enquanto que 47% do que o Brasil vende para os EUA são produtos manufaturados.

"Esperamos que a recuperação da economia americana melhore o desequilíbrio comercial e aumente a fatia das nossas exportações de manufaturados comercializadas naquele mercado", afirmou a secretária. "Para isso contamos com série de mecanismos bilaterais. Não há saída da crise senão pelo diálogo e cooperação entre os maiores países das Américas", destacou Tatiana.

Ela disse que o Brasil já percebeu sinais de recuperação da economia americana. As vendas externas brasileiras para aquele mercado cresceram 11% entre janeiro e setembro deste ano em relação a igual período do ano passado, enquanto que as exportações brasileiras totais registram um recuo de 4,9% no período.

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