Lagarde defende tipo e ritmo de ajustes fiscais adaptados a cada país

Diretora-gerente do FMI disse ainda que medidas de ajuste fiscal não são suficientes por si sós, devendo estar acompanhadas de "uma política monetária flexível e reformas estruturais"

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Diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse neste sábado que é necessário que as economias avançadas realizem um "ajuste fiscal a médio prazo crível", com "ritmo e tipo de medidas" adaptados a cada país. Na entrevista coletiva realizada após a reunião do Comitê Monetário e Financeiro do FMI, em Tóquio, Lagarde considerou que as medidas de ajuste fiscal não são suficientes por si sós, devendo estar acompanhadas de "uma política monetária flexível e reformas estruturais".

Lagarde afirmou que a reunião "deu muita atenção" ao ajuste fiscal, que deve ser "adaptado" a cada país, "especificamente" às bases de cada economia. A economista francesa destacou que o Comitê do FMI, encarregado de delinear as políticas do organismo, expressou em sua reunião um compromisso "muito forte" com a implementação das políticas destinadas a melhorar o cenário.

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Quanto à reforma do sistema de cotas do FMI para ampliar a capacidade de poder de voto e o acesso a financiamento dos países emergentes, Lagarde assegurou que "foram dados passos importantes". O objetivo dos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, é passar a figurar entre as dez nações com mais influência no organismo.

Ao fim do encontro do Comitê do FMI, integrado por 24 representantes dos 188 países-membros do organismo, Lagarde também destacou que, atualmente, após o aumento dos recursos do organismo em US$ 461 bilhões em abril, a "rede de segurança mundial" do Fundo é "real, não uma ilusão".

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Por sua parte, o presidente do Comitê, o cingapuriano Tharman Shanmugaratnam, assegurou que, diante da desaceleração do crescimento global, se faz necessária uma aplicação "efetiva e a tempo" das "medidas-chave" para devolver a confiança. Neste sentido, assegurou que os "progressos significativos" na zona do euro não descartam a necessidade de medidas adicionais, enquanto considerou "essencial" que os Estados Unidos façam progressos para "assegurar a sustentabilidade fiscal". 

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