Itália espera austeridade fiscal em outros países

Ministro italiano afirmou ainda que o governo tecnocrático estava utilizando a crise para transformar o país em uma nação mais bem-sucedida

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A austeridade fiscal que pressiona o crescimento na Europa era inevitável e deve logo ser seguida por medidas semelhantes em outras partes do mundo, afirmou o ministro da Economia da Itália, Vittorio Grilli, nesta sexta-feira. "A Europa está, de alguma forma, à frente de muitos em termos de consolidação fiscal", disse Grilli, em discurso no Instituto de Finança Internacional, em Tóquio. "Outros países terão de começar".

Os Estados Unidos e o Japão têm os maiores déficits orçamentários, embora oficiais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tenham incitado estes países a não adotarem ações abruptas, uma vez que isso pressionaria ainda mais uma economia global em desaceleração.

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Grilli citou a Itália enumerando que o governo tecnocrático estava "utilizando a crise para transformar o país em um mais bem-sucedido." Segundo Grilli, um orçamento equilibrado em 2013 é e irá permanecer como a principal agenda do governo.

Austeridade enfraqueceu o crescimento econômico, mas este é o "preço necessário para um futuro mais brilhante", afirmou. A "tarefa (da Itália) não está finalizada, mas a agenda política é clara", citou. A Itália tem eleições gerais em abril próximo. As informações são da Dow Jones.

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