Portugal discutirá cortes com sindicatos e empresários

Entidades se opõem a aumento da contribuição social dos empregados de 11% para 18% dos salários e cortes dos rendimentos de 23,75% para 18%

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O governo de Portugal realizará em breve conversações com sindicatos comerciais e empresários sobre alternativas para as medidas de austeridade, após uma tempestade de críticas aos planejados cortes de gastos. A decisão foi tomada após uma reunião de oito horas do Conselho Consultor de Estado convocada na sexta-feira pelo presidente do país, Aníbal Cavaco Silva. A iniciativa surge após um comunicado do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de que ele estava aberto ao diálogo, depois que suas propostas enfrentaram forte oposição.

As propostas incluíam aumento da contribuição social dos empregados de 11% para 18% dos salários e cortes dos rendimentos de 23,75% para 18%, na esperança de criar empregos. "O governo não é cego, nem surdo e eu não vou ficar calado", declarou Passos Coelho no Parlamento. "Eu não confundi determinação com intransigência", disse.

O cumprimento das metas de déficit é essencial para que Portugal receba mais dinheiro do pacote de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) negociado no ano passado, no valor de 78 bilhões de euros.

Mas os cortes de gastos e as reformas econômicas exigidas como parte do pacote de socorro provocaram uma recessão no país. A economia portuguesa teve contração de 1,2% no segundo trimestre, muito maior que a queda de 0,1% registrada no primeiro trimestre. No ano cheio, a projeção é de que a economia do país tenha um declínio de 3%. As informações são da Dow Jones.

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