Presidente do BC da França vê expansão bem abaixo de 1% em 2013

Economia da França está paralisada desde o fim do ano passado, mostrando crescimento zero nos primeiros trimestres de 2012, com a crise da zona do euro pesando

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O plano de compra de títulos do Banco Central Europeu (BCE) melhorou as perspectivas para a zona do euro, mas o crescimento da segunda maior economia do bloco, a França, continuará fraco em 2013 e bem abaixo de 1%, afirmou o presidente do banco central francês, Christian Noyer, em entrevista ao Les Echos publicada na edição desta segunda-feira.

Noyer, que também é membro da diretoria do BCE, afirmou que o banco central do bloco tranquilizou os mercados com seu anúncio na semana passada de que irá comprar quantias ilimitadas de títulos emitidos por países da zona do euro.

A decisão da principal corte da Alemanha de dar sinal verde para o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês) também deu uma indicação clara de coesão no bloco monetário, e ajudará economias em dificuldade a impulsionar a competitividade e o crescimento, disse ele.

Mas apesar da melhora, a economia de 2 trilhões de euros da França irá ter dificuldade para ganhar força em 2013.

"Nós podemos razoavelmente esperar uma reviravolta gradual no crescimento em 2013, com uma média que deve continuar consideravelmente abaixo de 1%, dada a falta de crescimento esperado para o fim de 2012", disse Noyer ao Les Echos.

O governo do presidente francês François Hollande recentemente cortou sua projeção de crescimento em 2013 de 1,2% para 0,8%, dizendo que esta era uma expectativa mais realista. Porém, muitos economistas ainda pensam que o número revisado é muito otimista.

Para este ano, o governo francês espera uma expansão de 0,3%, enquanto economistas consultados pela Reuters acreditam em um número próximo de 0,1%. A economia da França está paralisada desde o fim do ano passado, mostrando crescimento zero nos primeiros trimestres de 2012, com a crise da zona do euro pesando sobre a demanda.

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