Merkel diz que políticos não devem interferir em compras do BCE

Segundo a chanceler alemã, a contribuição do país ao novo fundo de resgate da zona do euro, totalizando 190 bilhões de euros, não está ligada ao programa de compra de títulos

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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que os políticos não têm que decidir quanta dívida o Banco Central Europeu (BCE) deve comprar no mercado secundário como parte de seu plano para combater a crise da dívida da zona do euro.

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"Não é da nossa alçada (os políticos) estabelecer os limites (das intervenções do BCE) ... Isso é do domínio do BCE", afirmou Merkel em entrevista nesta segunda-feira.

Ela afirmou que a contribuição da Alemanha ao novo fundo de resgate permanente da zona do euro, o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês), totalizando 190 bilhões de euros, não está ligada ao programa de compra de títulos, contradizendo comentários feitos por um parlamentar sênior de sua coalizão de centro-direita sugerindo que a dívida comprada pelo BCE faria parte desse total.

Merkel disse ainda que é improvável que um novo e planejado órgão de supervisão bancária europeu pudesse ser criado até 1º de janeiro de 2013, acrescentando que ajuda direta do ESM a bancos só poderá acontecer depois que essa entidade estiver em operação.

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