Premiê espanhol diz que é difícil para Espanha refinanciar dívida
Espanha pagou a segundo maior taxa desde o lançamento do euro em 1999 num leilão de títulos de dez anos na quinta-feira
O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, reiterou nesta sexta-feira que está ficando cada vez mais difícil para o Estado refinanciar suas dívidas.
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"O maior problema para o nosso país é que nós devemos bastante e temos que pagar todo esse dinheiro e, agora, está muito difícil que qualquer um nos empreste, ou refinancie as dívidas que temos", disse ele.
A Espanha pagou a segundo maior taxa desde o lançamento do euro em 1999 num leilão de títulos de dez anos na quinta-feira, conforme os investidores mostram-se cada vez mais preocupados de que o país pode ter que pedir um resgate soberano.
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Rajoy confirmou o envio de uma carta aos responsáveis das instituições da União Europeia com uma proposta na qual pede que se aprove a união bancária em dezembro. Em entrevista, ele fez um balanço de seus sete primeiros meses de governo e disse que escreveu ao presidente do Conselho da UE, Herman van Rompuy, e ao da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, uma carta na qual estabelece "a posição espanhola sobre assuntos como a união bancária e a união fiscal".
"É uma contribuição, sem dúvida alguma haverá outras, mas peço que esses temas sejam debatidos em outubro e que se aprove pelo menos a união bancária, no mês de dezembro, no último Conselho Europeu" dos líderes da UE, detalhou. Segundo Rajoy, "A Espanha tem a obrigação de fazer uma aposta clara pela União Europeia e dar sua opinião, porque boa parte das coisas que acontecem aqui dependem de decisões que se adotam em outros lugares".
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O governante explicou que em sua carta aos responsáveis comunitários, se refere à urgência de ter "um sistema único de supervisão, um mecanismo de recapitalização direta de bancos, e da necessidade que a UE desdobre de maneira flexível e eficiente os instrumentos para garantir acessos ao financiamento".
Para o chefe do Executivo espanhol, o Conselho Europeu realizado em 28 e 29 de junho em Bruxelas ratificou o compromisso irreversível da UE com a moeda única e a disposição de "fazer tudo o que for necessário para garantir a estabilidade financeira da zona do euro". Por isso admitiu que saiu "muito satisfeito daquele Conselho Europeu", onde falou sobre união fiscal, bancária, recapitalização direta de bancos e intervenções no mercado secundário de dívida. "O importante agora é que tudo isso se concretize em decisões", acrescentou.
(com EFE)