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Crise Econômica Mundial
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Declaração final do G20 respalda uma Europa mais integrada

Documento fala em uma nova união bancária europeia com um supervisor único, capacidade para liquidar e capitalizar entidades e um fundo de garantia de depósitos unido

EFE |

As 20 potências mais influentes do planeta concluíram nesta terça-feira a sétima cúpula do G20 com um claro respaldo aos planos da União Europeia para sair da crise a partir de uma maior integração fiscal e bancária, segundo a Declaração Final do encontro de Los Cabos, no México.

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"Apoiamos passos concretos rumo a uma arquitetura financeira mais integrada", disse o documento. As medidas apresentadas para chegar a esse objetivo são uma nova união bancária europeia com um supervisor único, capacidade para liquidar e capitalizar entidades e um fundo de garantia de depósitos unido.

Além disso, na reunião de Los Cabos, o G20 concordou com ações para impulsionar o crescimento equilibrado no mundo todo, a utilização de mais recursos para uma atuação do FMI nas crises, uma chamada contra o protecionismo comercial e iniciativas concretas em prol da segurança alimentar e inclusão financeira.

O eixo central da Cúpula do G20 e da declaração final foi a crise europeia. No documento, os países afirmaram que serão tomadas todas as medidas necessárias para proteger a integridade e a estabilidade da região, a partir de duas medidas concretas: melhorar o funcionamento dos mercados financeiros e romper o círculo vicioso entre bancos e dívida soberana dos países.

O grupo das 20 potências mais influentes do planeta inclui um grupo com quatro membros europeus (Alemanha, Itália, França e o Reino Unido), mais a Espanha, que participou como convidado permanente.

A próxima reunião do G20 ocorrerá em junho do próximo ano em São Petersburgo, se a situação internacional não solicitar uma reunião de líderes antecipada. Dessa forma, os chefes de Estado, de governo e do G20 querem deixar as diretrizes estabelecidas para avançar em um projeto comum de crescimento estável e sustentável.

"Atuaremos todos juntos para fortalecer a recuperação e enfrentar as tensões dos mercados financeiros", destacou. Além da Europa, na Cúpula do G20 foi possível um importante avanço na decisão de munir o Fundo Monetário Internacional (FMI) com um poderoso "firewall" no valor de 450 bilhões de euros. Na Declaração Final, o grupo estabelece que o dinheiro será utilizado como uma rede de segurança para futuras crises e para preservar a estabilidade financeira global.

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