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Crise/Agro: Administrar crédito escasso é o maior desafio

Venilson Ferreira, editor do AE Agronegócios São Paulo, 30 - O pânico que tomou conta do mercado financeiro internacional terá graves conseqüências para as commodities agrícolas. Os primeiros reflexos são a queda generalizada das cotações nas bolsas de futuros, por causa da debandada dos fundos, e o aumento das taxas de juros dos, agora escassos, recursos disponíveis para financiar a exportação.

Agência Estado |

O Índice de commodities Dow Jones-AIG fechou na segunda-feira em queda de 5,23% e atingiu ao longo do dia o menor nível em duas semanas. Em setembro, o indicador acumula queda de 11,8%. A perspectiva de curto prazo é de continuidade da pressão sobre os preços, pois os fundos estão migrando das commodities para cobrir prejuízos em outras aplicações e também partem em busca de investimentos menos arriscados, como títulos do Tesouro americano.

Na falta de novas linhas de crédito, e com as disponíveis mais caras, as empresas do setor deverão reduzir ainda mais a realização de hedge nas bolsas de futuros, pois as instituições financeiras elevaram de forma expressiva as taxas dos financiamentos de crédito para pagamento de margens de garantia no mercado.

Neste momento, as empresas também estão utilizando como fluxo de caixa os recursos que estavam reservados para bancar as operações de hedge. Dados da consultoria FC Stone, por exemplo, mostram que as empresas do setor sucroalcooleiro fizeram hedge de apenas 27% da safra 2009/10 ante uma média de 40% nos anos anteriores. Além disso, novos projetos do setor deverão ser adiados e a expansão deverá se concentrar em fusões e aquisições ao invés da construção de novos empreendimentos.

A escassez do crédito internacional, que se reflete na alta das taxas dos financiamentos para exportação, que estavam em 5% na semana passada e passaram ontem para 12%, terá um impacto maior no longo prazo, pois as tradings utilizam recursos externos para financiar grande parte da produção agrícola brasileira, principalmente a soja.

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