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Crise tira R$ 4 bi do patrimônio dos fundos de pensão, diz Abrapp

RIO - Os fundos de pensão no país tiveram uma desvalorização de patrimônio de R$ 4 bilhões entre julho e agosto, quando se intensificou a crise do setor de hipotecas subprime nos Estados Unidos.

Valor Online |

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Previdência Complementar (Abrapp), a redução de patrimônio na fatia de renda variável foi de R$ 5 bilhões entre julho e agosto, enquanto a renda fixa teve rendimento positivo de R$ 1 bilhão no período.

De acordo com o presidente da Abrapp, José de Souza Mendonça, dados estimados dão conta de que entre janeiro e outubro a carteira de renda variável dos fundos tenha registrado queda de até R$ 20 bilhões devido as oscilações das bolsas de valores. Mesmo assim, a Abrapp não registrou vendas de ações por parte das instituições.

"O que registramos até agora foram fundos que voltaram às compras com a queda dos preços da ações" , disse Antônio Cruz, superintendente regional da Abrapp.

O superintendente-geral da Abrapp, Devanir Silva, ressaltou que a desvalorização do patrimônio não significa que os fundos realizarão essas perdas, uma vez que as instituições não são obrigadas a vender o ativos para pagar benefícios.

"O que houve foi uma desvalorização temporária do patrimônio, mas em termos de rentabilidade há uma performance muito positiva" , frisou Silva, que participa do 29º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, no Rio de Janeiro.

De acordo com ele, no acumulado desde 1995 os fundos de pensão brasileiros tiveram rentabilidade de 1.135%, para uma necessidade atuarial de 532%. No prazo mais curto, o resultado também é favorável, com rentabilidade de 198% desde 2003, para uma necessidade atuarial de 95%.

Este ano, até agosto, a rentabilidade média dos fundos foi de 2,5%, para uma meta atuarial de 9,3%. O presidente da Abrapp reafirmou que 2008 será o primeiro ano, desde 2002, em que a meta atuarial não será atingida pelo setor. Na ocasião, a rentabilidade foi de 16,6%, para uma necessidade de 21,6%.

"Temos certeza de que 2008 não será o melhor ano para os fundos e temos certeza quase absoluta de que não vamos cumprir as metas" , ressaltou Mendonça.

Segundo dados de agosto, o patrimônio de renda variável nos fundos somava R$ 145,4 bilhões, o equivalente a 33% do total, enquanto a renda fixa respondia por 60,5%, ou R$ 266,6 bilhões. O patrimônio total era de R$ 440,5 bilhões, levando em conta ainda as carteiras de imóveis, empréstimos e outros ativos.

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