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Crise terá menor impacto sobre China e América Latina

Pequim, 3 dez (EFE).- A crise financeira global terá um impacto mais moderado nas economias emergentes, como as da China e dos países latino-americanos, afirmaram hoje diferentes analistas durante uma conferência em Pequim, na abertura do encontro China e América Latina: Relações Econômicas e Oportunidades de Investimento.

EFE |

No evento, organizado pelo BBVA e a Academia Chinesa de Ciências Sociais (Cass), os conferentes coincidiram em opinar que o efeito da crise sobre estes atores será menor e sua recuperação, mais rápida.

"Há três elementos que ajudam a ser otimistas apesar da complexidade e profundidade desta crise: que não se originou no 'mundo emergente'; que afeta, sobretudo, os países desenvolvidos e, finalmente, que o sistema financeiro não está afetado da mesma maneira", afirmou à Agência Efe o diretor do Serviço de Estudos do BBVA, José Luis Escrivá.

"O investimento mútuo é o passo-chave para tomar após aumentar o comércio", disse, por sua vez, o professor Seu Zhenxing, membro da divisão de Estudos Internacionais da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

Já para o economista-chefe do BBVA na China, Liu Ligang, América Latina e China têm uma "forte complementaridade" na relação comercial, com abundância de matérias-primas por um lado e de produtos manufaturados no caso das exportações chinesas.

Neste sentido, os Tratados de Livre-Comércio (TLC) quea China já assinou com países como o Chile (em 2006), Peru e Colômbia (em 2008) e que atualmente está negociando com a Costa Rica traduzem esta tendência.

No entanto, os analistas coincidiram em reconhecer que a crise está causando mais tensões comerciais, com a recuperação de medidas protecionistas como o 'dumping'.

Assim, as exportações latino-americanas à China cresceram 163% desde 2000, enquanto as importações chinesas um 136%.

O volume de negócios entre China e América Latina alcançou em 2007 os US$ 102,57 bilhões, o que representou um crescimento de mais de 46% sobre 2006. EFE gmp/jp

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