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Crise terá impacto limitado no consumo de energia, diz Tolmasquim

RIO - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, não acredita que a crise internacional e o conseqüente desaquecimento da economia brasileira vão causar grandes mudanças no consumo de energia elétrica no Brasil. De acordo com o executivo, a projeção da EPE é de um crescimento de 4% do PIB brasileiro em 2009 e de uma alta de 4,8% na demanda por energia.

Valor Online |

As projeções foram recentemente alteradas, para baixo, pela EPE. Antes da crise, a instituição trabalhava com expectativa de alta de 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2008 e demanda de energia 5% maior. Agora, a previsão mudou para crescimento econômico de 5,2% e crescimento de 4% da demanda. A maior influência para a revisão da demanda por energia, segundo Tolmasquim, foi a ocorrência de temperaturas mais amenas ao longo do ano e não o impacto da crise econômica.

A turbulência internacional afetou mais as projeções para 2009. Antes da crise, a EPE previa alta de 5% para o PIB, patamar revisto para 4%, enquanto a previsão de demanda de energia foi reduzida de uma alta de 5,2% para um crescimento de 4,8%.

"A demanda não cai proporcionalmente ao PIB. O consumo residencial representa 25% do total, e, a menos que haja um problema muito grande na renda das pessoas, a demanda de energia não cai nas residências, assim como no comércio", frisou o executivo.

A indústria, que representa pouco menos de 50% da demanda de energia no país, é mais sensível ao comportamento do PIB, mas segundo Tolmasquim a tendência de desaceleração no consumo industrial é em grande parte compensada pela expectativa de demanda do comércio e das residências.

Tolmasquim elogiou ainda a medida anunciada ontem pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai conceder empréstimo-ponte e vai financiar os equipamentos importados para a construção das linhas de transmissão das usinas do Rio Madeira, além de aumentar o período de carência dos empréstimos. O leilão das linhas está marcado para o dia 28 de novembro, no Rio."Acho que vai haver uma boa competição e torço para que haja bons deságios", disse Tolmasquim.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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