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Crise se estende para novos países e gera altos e baixos nas bolsas

O impacto da crise financeira na economia real aumentava nesta sexta-feira e gerava oscilações nas bolsas mundiais depois que dois países, a Ucrânia e a Hungria, recorreram a instituições internacionais para evitar serem engolidos pela tempestade que já golpeou a Islândia.

AFP |

As bolsas abriram em forte alta, caíram, voltaram a subir e, por fim, terminaram em alta, num dia em que o banco francês, Caisse d'Epargne, admitiu ter perdido 600 milhões de euros (800 milhões de dólares) num "incidente" de operações de derivados.

O parlamento alemão, por sua vez, aprovou definitivamente o pacote de resgate bancário de 480 bilhões de euros (650 bilhões dólares), e a Ucrânia anunciiou que está negociando um empréstimo urgente de 14 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para estabilizar seu sistema bancário, depois que a Hungria recebeu uma linha de crédito de 5 bilhões de euros do Banco Central Europeu (BCE).

A Islândia, que necessita urgentemente de divisas para poder seguir comerciando com o exterior depois da queda de seu sistema bancário, está decidindo se solicita ou não ajuda do FMI.

O país também busca a ajuda da Rússia, mas as primeiras negociações para um empréstimo de 4 bilhões de euros terminaram sem acordo.

Em um discurso na Câmara de Comércio, o presidente George W. Bush pediu paciência e disse que seu sucessor deverá ter como prioridade a reforma das regulações financeiras.

O impacto da crise financeira mundial, que congelou os créditos interbancários num clima de desconfiança originada por dívidas hipotecárias "tóxicas" dos Estados Unidos, se aprofundou e cada vez mais as companhias optam pelas demissões em massa, como o fabricante de brinquedos chinês Smart Union, que dependia fortemente das marcas americanas Mattel e Disney e despediu 7.000 pessoas.

A reputação da indústria financeira recebeu um novo golpe com a notícia de que o francês Caisse d'Epargne perdeu 600 milhões em um "incidente" ligado a operações no mercado de "derivados".

O diretor financeiro do grupo foi demitido. O banco, que vai fazer uma fusão com o Banque Populaire, insistiu que a perda não afeta sua estabilidade.

A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, advertiu que os fundos especulativos ("hedge funds") podem ser a próxima vítima da crise.

"Os 'hedge funds' têm poucas regulações, operam nas margens, e temos que ter cuidado para que não haja contaminação", afirmou Lagarde ao jornal britânico Daily Telegraph.

Nas bolsas a semana terminou com um tom mais animador.

Paris fechou nesta sexta-feira em alta de 4,68%, a 3.329,92 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax também registrou alta de 3,43%, a 4.781,33 pontos. Londres teve melhor desempenho, com o Footsie progredindo 5,22% a 4.063,01 pontos.

Na Ásia, Tóquio, a maior Bolsa do continente, conseguiu se destacar e fechar com alta de 2,78% do índice Nikkei 225, depois da queda de 11,41% na quinta-feira, a segunda mais grave de sua história.

Mas a instabilidade na região foi patente. Hong Kong fechou em baixa de 4,4%, acompanhada por Seul (-2,7%), Taipé (-2,28%), Sydney (-1,1%) e Manila (-1,1%). No entanto, Xangai fechou em alta de 1,08% e Wellington ganhou 1,59%.

"A volatillidade é incrível", afirmou Lindsay Piegza, analista da FTN Financial em Nova York. "É o reflexo do humor dos investidores. De um lado, temos uma quantidade de dados (econômicos) muito decepcionantes e, do outro, recebemos injeções de otimismo do governo e do Fed, que se comprometem a respaldar a economia aconteça o que acontecer", acrescentou.

bur/fp/cn

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